Daniel Rezende e ‘O Filho de Mil Homens’: cinema, escuta e vínculos humanos em foco
Live do CECS celebra 100 anos de Bert Hellinger com reflexão sobre pertencimento e ancestralidade no filme da Netflix
Com dados da assessoria de imprensa, o Centro de Excelência em Constelações Sistêmicas (CECS) promoveu uma live especial em homenagem aos 100 anos de nascimento de Bert Hellinger, destacando o filme ‘O Filho de Mil Homens’, sucesso da Netflix dirigido por Daniel Rezende. A obra, inspirada no livro do escritor português Valter Hugo Mãe, traz à tona temas profundos como escuta, pertencimento e a reorganização simbólica dos vínculos humanos.
A live reuniu o diretor, a presidente do CECS, Dagmar Ramos, e a atriz e diretora de Comunicação Ingra Lyberato para uma conversa que uniu cinema, literatura e os princípios das Constelações Familiares Sistêmicas. O filme acompanha Crisóstomo (Rodrigo Santoro), um pescador solitário que busca seu lugar no mundo por meio da paternidade, formando uma família não convencional com outros personagens à margem da sociedade.
Dagmar Ramos ressaltou a conexão entre a filosofia de Valter Hugo Mãe e os ensinamentos de Bert Hellinger, destacando que o filme é uma poderosa metáfora sobre amor, reconciliação e a busca pelo lugar de cada um na vida. “Quando cada personagem encontra o próprio lugar, o amor deixa de ser falta e passa a ser força de reconciliação, capaz de reorganizar destinos e restaurar vínculos”, afirmou.
A atriz Ingra Lyberato enfatizou a importância da ancestralidade como influência profunda na estrutura emocional dos personagens, mesmo em uma família construída pelo afeto e não por laços sanguíneos. Ela destacou que o filme mostra uma solidez comovente na conexão entre pessoas que se encontram e se escolhem, reforçando a ideia de pertencimento para além da origem biológica.
Daniel Rezende compartilhou sua experiência ao adaptar o romance para o cinema, destacando a beleza e sensibilidade da obra. Para ele, o desafio de transformar o livro em filme foi uma oportunidade de expandir a essência do texto, dando voz a sentimentos e histórias que estavam implícitos. A live contou com mais de 200 participantes, evidenciando o interesse crescente pela interseção entre arte e consciência sistêmica.
O encontro foi marcado por reflexões sobre a escuta como gesto fundador do humano, a ruptura de padrões tradicionais de masculinidade e o papel da arte como campo simbólico capaz de acessar conteúdos inconscientes e transgeracionais. Assim, ‘O Filho de Mil Homens’ se apresenta não apenas como um filme, mas como uma experiência que convida à reflexão sobre os vínculos que nos definem e sustentam.
Essa iniciativa do CECS reforça a importância de integrar arte, sensibilidade e conhecimento sistêmico para promover o autoconhecimento e a cura emocional, especialmente em tempos em que o pertencimento e a reconciliação ganham novos sentidos para o público feminino e para a sociedade como um todo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



