Por que tantas metas de Ano Novo não dão certo? Entenda os motivos e como mudar isso
Pressão social e comparação nas redes transformam sonhos em frustrações; veja como criar metas mais reais e sustentáveis
Com a chegada do Ano Novo, é comum sentirmos aquela vontade de mudar, estabelecer novas metas e buscar melhorias pessoais. No entanto, para muitas pessoas, esse entusiasmo inicial logo dá lugar à frustração e à cobrança excessiva. Por que tantas metas de Ano Novo acabam fracassando? A resposta está na pressão social por produtividade e na comparação constante, especialmente nas redes sociais, que distorcem nossas expectativas e dificultam a manutenção dos objetivos.
Segundo o psicólogo Marcelo Santos Solidade, da Faculdade Santa Marcelina, vivemos em uma cultura que valoriza a produtividade incessante e metas grandiosas. “Somos guiados por ideais de produtividade o tempo inteiro, que ignoram limites e, muitas vezes, levam à exaustão. As metas de Ano Novo também seguem esse modelo”, explica. Muitas vezes, as metas não nascem do desejo genuíno da pessoa, mas do olhar do outro, o que torna difícil sustentá-las ao longo do tempo. “Assumir uma meta implica responsabilidade e disposição para atravessar imprevistos. É muito difícil manter algo que não nasce do próprio desejo”, acrescenta o especialista.
O início do ano traz um sentimento de renovação e esperança, mas quando a meta vira uma obrigação imposta pela pressão social, o entusiasmo pode se transformar em angústia. A comparação social, muito comum nas redes, piora esse cenário. “A comparação é sempre enganosa, porque não comparamos realidades, mas imagens. Isso coloca o sujeito em posição de falta e fragiliza a continuidade das metas”, alerta Marcelo.
Para construir hábitos mais sustentáveis, o psicólogo recomenda que eles sejam flexíveis e alinhados ao desejo singular de cada pessoa. “Hábitos não devem ser rígidos. Eles precisam suportar pausas, falhas e permitir retomadas. Quanto mais idealizadas forem as metas, menos sustentáveis se tornam.” Além disso, mudar de rota durante o processo não deve ser encarado como fracasso. “Redefinir ou abandonar uma meta no meio do caminho é sinal de coragem. Ajustar a rota significa reconhecer limites e sustentar o próprio desejo. A culpa é sempre uma dívida com o outro. Quando o sujeito redireciona sua meta pelo próprio desejo, pratica um ato de autenticidade”, conclui.
Portanto, para que as metas de Ano Novo sejam realmente eficazes, é fundamental que elas partam de um desejo verdadeiro, sejam flexíveis e permitam adaptações ao longo do caminho. Assim, evitamos a pressão desnecessária e promovemos um cuidado maior com a saúde mental e o bem-estar.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Faculdade Santa Marcelina.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



