Uso precoce de smartphones eleva risco de depressão e distúrbios do sono em crianças
Estudo revela impactos negativos do celular no desenvolvimento infantil e alerta para cuidados dos pais
Dados recentes divulgados por uma assessoria de imprensa trazem um alerta importante para o universo feminino, especialmente para mães e educadoras, neste Janeiro Branco. Um estudo publicado na revista Pediatrics associou o uso precoce de smartphones a um aumento significativo no risco de depressão, distúrbios do sono e obesidade em crianças.
A pesquisa analisou mais de 10.500 participantes do Adolescent Brain Cognitive Development Study (ABCD), uma das maiores investigações sobre desenvolvimento cerebral e comportamento juvenil nos Estados Unidos. Os resultados indicam que crianças que receberam um smartphone antes dos 12 anos têm 31% mais chances de desenvolver depressão, 40% maior risco de obesidade e 62% mais probabilidade de dormir menos de nove horas por noite — abaixo do recomendado para essa faixa etária. Essas associações permaneceram mesmo após ajustes para fatores como nível socioeconômico, puberdade, uso de outros dispositivos e supervisão parental.
A psicóloga Sabrina Magalhães Teixeira, coordenadora de psicologia da Afya Sete Lagoas, destaca que o mito de que crianças devem usar celulares cada vez mais cedo ignora as necessidades do sistema nervoso em desenvolvimento. “Quando a criança passa muito tempo em telas, ela perde oportunidades de desenvolver habilidades motoras, perceptivas, emocionais e sociais. Brincadeiras presenciais e esportes são fundamentais para aprender a lidar com frustrações, seguir regras, controlar impulsos e desenvolver senso crítico diante das redes sociais”, explica.
Além disso, o ambiente digital oferece recompensas rápidas, dificultando o controle de desejos e impulsos. A psicóloga também alerta para riscos como o cyberbullying, que pode afetar emocionalmente crianças sem recursos para lidar com exclusões e ataques. O uso excessivo de telas ainda prejudica o ritmo biológico, causando irritabilidade, tristeza, dificuldades de atenção e enfraquecimento do sistema imunológico.
No Brasil, o cenário é preocupante: segundo o estudo TIC Kids Online Brasil 2025, 92% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos usam a internet regularmente, indicando que o acesso digital ocorre cada vez mais cedo. O psiquiatra Cláudio Costa, da Afya Educação Médica de Belo Horizonte, reforça que o neurodesenvolvimento é a principal tarefa dos primeiros anos de vida e que o uso desordenado de telas pode comprometer esse processo.
Ele aponta sinais de alerta para os pais, como mudanças bruscas de humor, isolamento social, queda no rendimento escolar, irritabilidade ao interromper o uso do aparelho, sono insuficiente, perda de interesse por atividades e comportamentos agressivos. “A exposição precoce e excessiva a smartphones age como um atalho contínuo de estímulos, desviando tempo e energia que o cérebro deveria investir em atividades essenciais para um desenvolvimento saudável”, conclui.
Este estudo reforça a importância da conscientização de pais e educadores para equilibrar o uso da tecnologia, garantindo que as crianças tenham experiências variadas e saudáveis que promovam seu desenvolvimento emocional, cognitivo e físico. O Janeiro Branco, campanha dedicada à saúde mental, é um momento oportuno para refletir sobre esses cuidados e buscar um uso mais consciente das telas na infância.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



