Golpes digitais atingem crianças cada vez mais cedo: a urgência da educação digital
Com mais de 70% das crianças entre 9 e 10 anos conectadas, famílias e escolas antecipam a alfabetização digital para proteger os pequenos
Golpes digitais estão atingindo crianças cada vez mais cedo, o que tem levado famílias e escolas a antecipar a educação digital. Segundo dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, realizada pelo Cetic.br, 41% das crianças entre 6 e 8 anos já acessam a internet, e esse número ultrapassa 70% entre as crianças de 9 a 10 anos. O celular é o dispositivo mais utilizado, principalmente dentro de casa, o que amplia a exposição a riscos como fraudes, coleta indevida de dados, abordagens de desconhecidos e conteúdos inadequados.
A vulnerabilidade das crianças é agravada pela sofisticação crescente dos crimes digitais. Indicadores da Serasa Experian apontam que as tentativas de fraude contra jovens cresceram mais de 40% nos últimos anos. Além disso, a SaferNet Brasil registra um número elevado de denúncias relacionadas a crimes online envolvendo menores. Embora muitos casos sejam identificados na adolescência, o contato inicial com situações de risco geralmente ocorre na infância, quando a criança ainda não possui senso crítico ou repertório para reconhecer armadilhas digitais.
Para enfrentar esse cenário, foi criado o livro infantil “O Cibernauta em a Super Senha Secreta”, assinado por Daniel Meirelles, especialista em segurança da informação, e Eduardo Argollo, economista. A obra tem como objetivo ensinar crianças de 6 a 10 anos sobre segurança digital de forma lúdica, abordando temas que normalmente só chegam às famílias quando o problema já está instalado. “A criança hoje já nasce conectada. Se a conversa sobre riscos começa tarde, ela perde completamente o caráter preventivo”, destaca Meirelles.
O papel dos pais é fundamental nesse processo. Estudos do Cetic.br indicam que crianças que recebem orientação frequente dos responsáveis tendem a relatar mais situações desconfortáveis e a adotar comportamentos mais cautelosos no ambiente digital. A mediação não se limita ao controle do tempo de tela, mas envolve diálogos sobre senhas, pedidos de informações pessoais, links suspeitos e a importância de buscar ajuda de um adulto diante de qualquer situação estranha. “A educação digital começa no diálogo cotidiano, não apenas em regras ou bloqueios”, reforça Meirelles.
Projetos educativos têm buscado traduzir conceitos técnicos para uma linguagem acessível às crianças, utilizando histórias e personagens próximos do universo infantil. Isso permite que elas compreendam os riscos antes mesmo de se deparar com eles. Para Argollo, essa alfabetização digital deve ser parte da formação básica, assim como aprender a ler, escrever e lidar com dinheiro. “Quando a criança entende por que uma senha precisa ser protegida ou por que não deve responder a desconhecidos, ela passa a agir com mais consciência, não por medo, mas por entendimento”, explica.
A iniciativa “O Cibernauta” funciona como uma ferramenta de alfabetização digital, apoiando famílias e escolas na introdução precoce do tema, antes que os riscos se intensifiquem. “Quando a educação digital começa cedo, ela cria repertório. A criança cresce sabendo reconhecer limites, riscos e responsabilidades”, conclui Meirelles. Em um mundo onde a conectividade avança mais rápido do que a orientação, essa abordagem preventiva é essencial para proteger as novas gerações.
Este conteúdo foi elaborado com base em dados e informações fornecidos pela assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



