Exposição “É pau, é pedra…” traz a arte de Sergio Camargo a Brasília com curadoria de Marcello Dantas

Obras que exploram luz, forma e ritmo dialogam com a arquitetura modernista da capital federal

A exposição “É pau, é pedra…”, dedicada ao renomado artista brasileiro Sergio Camargo, está em cartaz no Foyer do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, até 6 de março de 2026. Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra apresenta um conjunto de obras que investigam elementos centrais da poética do artista, como ritmo, intervalo, volume e a relação entre matéria e luz.

Organizada pela Galeria Raquel Arnaud em parceria com o Metrópoles, a exposição reúne relevos, estruturas cilíndricas e composições que sintetizam a pesquisa escultórica de Camargo sobre incidência luminosa, sombra e vazio. Diferentemente de representar objetos, suas obras expressam acontecimentos luminosos, modos como a luz toca a matéria e como o vazio ganha peso. Como o próprio artista afirmou, “O artista plástico pensa pelos olhos… tudo se revela através da obra”, destacando a importância da visão em seu processo criativo.

O vocabulário visual da exposição é marcado pelo uso do cilindro, que Camargo transforma em um fonema, criando um alfabeto mínimo para explorar as possibilidades da luz. Entre superfícies contínuas e intervalos precisos, suas obras organizam ritmos que transitam entre ordem e organicidade, reafirmando uma ética da clareza e da precisão formal.

Além de destacar a singularidade da produção de Camargo, a mostra evidencia sua afinidade com o espírito modernista de Brasília. Assim como os arquitetos Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Athos Bulcão construíram uma arquitetura luminosa para a capital, Camargo desenvolve uma “arquitetura da visão”, fundada na relação entre forma essencial e incidência luminosa. Trata-se de um encontro entre a arquitetura do espaço urbano e a arquitetura do olhar.

A exposição também insere o artista em uma tradição mais ampla da arte geométrica e cinética latino-americana, marcada pela persistência de padrões e cortes que atravessaram séculos e influenciaram o modernismo e as investigações contemporâneas. Camargo constrói um pensamento escultórico próprio, onde a precisão e a sobriedade transformam o mínimo no máximo.

Pertencente a uma geração que acreditou no futuro brasileiro, Camargo dialogou com diversas linguagens artísticas e culturais, consolidando sua obra como uma pedagogia do olhar. “É pau, é pedra…” reativa a relevância do artista no presente, lembrando que, em um tempo saturado de imagens, menos não é ausência, mas sim precisão.

A visitação é aberta ao público, de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos finais de semana, das 10h às 18h. A mostra é uma oportunidade única para quem deseja mergulhar na arte contemporânea brasileira e refletir sobre a relação entre forma, luz e espaço.

Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 57 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar