Alerta nos consultórios: psicoestimulantes aumentam problemas bucais e dores orofaciais
Uso indiscriminado de estimulantes para foco pode causar bruxismo, erosão dentária e dores crônicas
O uso de psicoestimulantes para melhorar o foco e o desempenho tem crescido significativamente, especialmente entre estudantes e profissionais que buscam maior produtividade. No entanto, esse comportamento já acende um alerta importante para a saúde bucal, conforme dados recentes da assessoria de imprensa.
Uma pesquisa internacional publicada em 2024 no Journal of Dental Medicine analisou mais de 11 mil pacientes e identificou que usuários de psicoestimulantes, mesmo sem diagnóstico formal de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), apresentam maior prevalência de dores de cabeça, apertamento dental e queixas musculares na face e no pescoço. Os autores do estudo destacam que os efeitos dessas substâncias ultrapassam o sistema nervoso central, impactando diretamente a saúde bucal e muscular.
O uso indiscriminado desses medicamentos, como a lisdexanfetamina — princípio ativo do Venvanse —, tem sido comum em contextos de alta demanda por concentração. Nos consultórios odontológicos, o cirurgião-dentista Marcelo Moreira, do Ateliê Oral, observa um aumento expressivo nos casos de bruxismo, erosão dentária e dores crônicas na cabeça, músculos da mastigação, face, pescoço e região cervical. Alterações na função mastigatória e desconfortos na articulação temporomandibular (ATM) também são frequentes entre pacientes que fazem uso desses estimulantes sem acompanhamento médico.
O executivo Raphael Soares, de 41 anos, compartilhou sua experiência após usar Venvanse por alguns meses sem indicação clínica. Ele relata: “O uso potencializou uma ansiedade que eu já tinha. Passei a sentir dores tensionadas na cabeça, no pescoço e na cervical, boca seca, enxaqueca e até dificuldade para abrir o maxilar, que chegava a estalar.” Após interromper o medicamento, Raphael precisou iniciar um tratamento odontológico especializado, que incluiu liberação neurofacial, desprogramação neuromuscular, ajustes na respiração nasal e melhora da qualidade do sono.
Segundo o especialista Marcelo Moreira, essas abordagens atuam no sistema estomatognático, responsável pelas funções de mastigação, fala e deglutição, envolvendo músculos, articulações temporomandibulares e o nervo trigêmeo. Ele alerta que, embora os tratamentos possam aliviar os sintomas, não há efetividade se o paciente continuar o uso indiscriminado dos psicoestimulantes. “Nada que é feito sem orientação médica passa ileso pelo corpo. Esses efeitos chegam até a nossa cadeira, e é nosso papel alertar sobre a gravidade deles”, conclui.
Este alerta reforça a importância do uso consciente e orientado de medicamentos psicoestimulantes, ressaltando que o cuidado com a saúde bucal deve estar sempre em pauta, especialmente diante do aumento de queixas associadas a essas substâncias.
A informação foi fornecida pela assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



