Turismo de aventura no Brasil: riscos, falhas e a urgência por regulamentação

Caso no Pico Paraná revela fragilidades e alerta para a segurança no turismo de aventura em alta temporada

O recente caso do jovem desaparecido durante uma trilha no Pico Paraná trouxe à tona um debate urgente sobre os riscos e as falhas na fiscalização do turismo de aventura no Brasil. Segundo dados do Ministério do Turismo, esse segmento já representa 13% da preferência nacional, chegando a 22% entre jovens de 16 a 24 anos. Apesar do país ter sido eleito o melhor destino de turismo de aventura do mundo pela U.S. News & World Report, a realidade interna mostra uma lacuna preocupante: falta de legislação específica, fiscalização limitada e despreparo dos praticantes.

Conforme análise do advogado Marco Antonio Araujo Jr., especialista em Direito do Turismo e Direito do Consumidor, o Brasil ainda trata o risco como um problema individual do turista, quando na verdade a responsabilidade deve ser compartilhada entre operadores, poder público e consumidores. “O crescimento do setor não foi acompanhado por um marco legal claro que regulamente esportes de aventura como escalada, trekking de alta complexidade ou trilhas em áreas remotas”, explica o especialista. Atualmente, as normas existentes são técnicas e muitas vezes não obrigatórias, o que dificulta a prevenção e a responsabilização antes de acidentes.

O período de alta temporada, especialmente durante o verão, intensifica os perigos. O aumento do fluxo de turistas, muitos sem preparo técnico ou conhecimento do ambiente, combinado com mudanças climáticas rápidas e operadores que não ampliam suas estruturas proporcionalmente, cria um cenário propício para acidentes. Entre os principais riscos estão a contratação de guias sem certificação, falta de planos de emergência, equipamentos inadequados e a falsa sensação de segurança em trilhas populares. “Popularidade não é sinônimo de segurança. Montanha, mata e trilha não perdoam improviso”, alerta Araujo Jr.

Para os turistas, a recomendação é adotar uma postura ativa na avaliação dos riscos. É fundamental questionar a experiência do guia, a existência de seguro, planos de resgate e a compatibilidade da atividade com o perfil físico do participante. Ao mesmo tempo, o episódio reacende a necessidade de regulamentação clara e fiscalização efetiva para garantir que o turismo de aventura seja sustentável e seguro, evitando que o crescimento do setor venha acompanhado de um custo humano elevado.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas por assessoria de imprensa especializada, trazendo uma reflexão importante para quem busca aventura sem abrir mão da segurança e da responsabilidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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