Terapia deve ser rotina de saúde para prevenir adoecimento emocional, dizem especialistas
Com milhões de brasileiros afetados por depressão e ansiedade, novas abordagens terapêuticas ganham destaque
Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 11,5 milhões de brasileiros convivem com depressão, enquanto transtornos como ansiedade e fibromialgia continuam em alta. Frente a esse cenário, especialistas defendem que a terapia deve ser incorporada à rotina de cuidados de saúde, ganhando o mesmo status de outras especialidades médicas. Essas informações foram compartilhadas por meio de assessoria de imprensa especializada.
O psicólogo e pesquisador Jair Soares dos Santos, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT) e desenvolvedor da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), destaca que a saúde psíquica não pode ser tratada apenas em momentos de crise. “Assim como exames de sangue ou avaliação cardiológica são feitos antes de um problema grave, a terapia precisa olhar para registros emocionais que vêm se acumulando em silêncio e já impactam sono, corpo e relações”, afirma.
Os modelos tradicionais de tratamento, apesar de oferecerem diversas opções farmacológicas e psicoterapias estruturadas, apresentam limitações. Apenas cerca de um terço dos pacientes com depressão alcança remissão completa dos sintomas, e o Brasil registra até 40% de casos resistentes ao tratamento. No campo da ansiedade, as terapias convencionais melhoram os sintomas, mas não garantem proteção duradoura contra recaídas.
Nesse contexto, a TRG surge como uma abordagem complementar promissora. Baseada em princípios de neuroplasticidade, essa terapia trabalha o reprocessamento de memórias associadas a experiências adversas, por meio de cinco protocolos sequenciais que abrangem desde eventos da infância até cenários futuros temidos. Uma revisão crítica publicada em 2024 na revista Mentalis aponta a TRG como eficaz em quadros de depressão, ansiedade, fibromialgia, ideação suicida, transtorno de pânico, estresse pós-traumático e compulsão alimentar, com redução consistente dos sintomas em estudos iniciais.
Casos clínicos recentes demonstram que pacientes com depressão e ansiedade resistentes a tratamentos convencionais apresentaram melhora significativa após ciclos de TRG, incluindo a interrupção de episódios depressivos e a anulação da ideação suicida, além da possibilidade de desmame medicamentoso sob supervisão. Em pacientes com fibromialgia, a TRG também mostrou resultados positivos, com redução das crises de dor e melhora na qualidade de vida mantida por mais de dois anos.
Soares ressalta que muitos sintomas físicos sem causa orgânica clara podem estar ligados a registros emocionais não processados. “Quando o corpo repete um sintoma sem que os exames mostrem alteração, muitas vezes ele está cumprindo um papel de mensageiro. Se o tratamento se limita a silenciar o sinal, sem investigar o que o produz, o problema tende a retornar por outra via”, explica.
O desafio, segundo os especialistas do IBFT, é promover uma mudança cultural para que o cuidado emocional seja incorporado à rotina de saúde preventiva, evitando crises evidentes e promovendo maior qualidade de vida. “Terapia não deveria ser lembrada apenas em momentos de colapso. Se o cuidado emocional entrar para o calendário com a mesma naturalidade de exames e consultas de rotina, a tendência é reduzir afastamentos, evitar agravamentos e diminuir o peso silencioso que hoje recai sobre indivíduos, famílias e sistemas de saúde”, conclui Soares.
Este conteúdo foi produzido com base em informações fornecidas por assessoria de imprensa especializada.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



