Pensamento Sistêmico Complexo: A Visão Transformadora de Cornelia Bonenkamp no CECS Constela
Entenda como a abordagem transdisciplinar das Constelações amplia a percepção das relações humanas e organizacionais
No dia 18 de dezembro de 2025, a terceira edição do projeto CECS Constela reuniu profissionais para uma roda de conversa inspiradora com a especialista internacional Cornelia Bonenkamp, que abordou o tema “Pensamento Sistêmico Complexo – Visualização e Constelações”. O evento, mediado por Rosângela Ferreira, diretora de eventos do CECS, destacou a importância de enxergar pessoas e organizações como sistemas vivos, permeados por histórias, afetos e conflitos.
Cornelia Bonenkamp, reconhecida internacionalmente por sua atuação em Constelações Familiares e Organizacionais, enfatizou a inadequação do pensamento linear e mecanicista para lidar com sistemas humanos. “O pensamento linear e mecanicista é totalmente adequado para máquinas… No entanto, corta um ser humano ou uma árvore em mil partes e junta de novo na maneira certa. Funciona? Não. Assim, precisamos, para as relações vivas, não o raciocínio linear, mecanicista, com certo e errado, bom e mal. Importa usar o pensamento sistêmico complexo”, afirmou.
O encontro propiciou um espaço de travessia entre teoria e vivência, reforçando que o saber no campo das Constelações se constrói de forma contínua e orgânica. Rosângela Ferreira destacou que indicadores e estruturas hierárquicas não explicam a complexidade das organizações, que devem ser compreendidas em sua totalidade, considerando a interdependência dos elementos e os impactos sistêmicos das ações.
A roda de conversa também contou com contribuições valiosas de outros profissionais do CECS. Ricardo Mendes, vice-presidente e diretor de Relações Internacionais, ressaltou que “não existe indivíduo sem o sistema, nem sistema sem os indivíduos”, reforçando a ideia de que somos seres de vínculo e influência mútua. Suzana Wayand Dias, doutora em Administração, trouxe a perspectiva da teoria de sistemas, destacando que a interação entre partes gera um resultado qualitativamente superior à soma isolada delas.
Ingra Lyberato, atriz e diretora de Comunicação do CECS, ampliou a discussão ao apontar que o campo sistêmico envolve camadas temporais e forças invisíveis, que atuam como princípios que regem o equilíbrio entre dar e receber dentro dos sistemas. Essa visão amplia a compreensão do pensamento sistêmico para além do presente imediato, incorporando dimensões intangíveis e intertemporais.
A mediadora Rosângela Ferreira também trouxe à tona a obra ‘A Quinta Disciplina’, de Peter Senge, que posiciona o pensamento sistêmico como base para a aprendizagem organizacional e para outras disciplinas essenciais, como o domínio pessoal e a construção de visão compartilhada. Essa referência reforça a necessidade de abandonar modelos lineares e abraçar a complexidade para atuar de forma mais sensível e efetiva.
Por fim, a educadora Selma Horta lembrou que a família é o primeiro sistema onde o indivíduo se reconhece, sendo a base para as crenças que moldam a percepção de mundo, reforçando a origem do pensamento sistêmico nas relações humanas fundamentais.
Este encontro no CECS Constela, realizado com dados da assessoria de imprensa, evidenciou a potência do pensamento sistêmico complexo para transformar a forma como compreendemos e atuamos nas relações humanas e organizacionais, convidando a um olhar mais amplo, integrado e sensível às dinâmicas invisíveis que nos atravessam.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



