Janeiro Branco: os desafios da saúde mental nas gerações X e Z
Entenda os dilemas emocionais que marcam essas gerações e como superar ciclos nocivos
Janeiro Branco é um mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, tema que ganha ainda mais relevância ao analisar os dilemas que marcam diferentes gerações. Dados da assessoria de imprensa destacam as particularidades das gerações X e Z, mostrando como os desafios emocionais e sociais variam conforme o contexto histórico e cultural de cada grupo.
A geração X, composta por pessoas nascidas entre 1965 e 1980, vive um cenário de grandes transformações sociais e tecnológicas. Essa geração enfrenta a pressão constante para manter a produtividade em meio a rápidas mudanças, além de assumir o papel de cuidadores simultâneos de filhos que permanecem mais tempo em casa e de pais idosos que vivem por mais tempo. Essa sobrecarga gera o que a psicóloga Soraya Oliveira chama de “geração do cansaço”. Segundo ela, “o cansaço não é apenas físico, mas existencial e moral, pois o fracasso em ter que dar conta de tudo costuma ser vivido como falha pessoal, e não como consequência de um sistema excessivamente exigente”. Os sintomas mais comuns incluem ansiedade generalizada, depressão, sentimento de culpa e dificuldades em reconhecer esses sinais, mesmo diante de manifestações físicas.
Além disso, Soraya destaca que as mulheres da geração X sofrem com o julgamento social e pessoal, pois sentem as responsabilidades como uma obrigação moral, especialmente no cuidado dos pais idosos, na organização do lar e na manutenção emocional da família. “Esse sentimento revela uma desigualdade de gênero persistente, que intensifica o esgotamento emocional e a sensação de invisibilidade”, explica a especialista. Para quebrar esses padrões, ela ressalta que é necessário um reposicionamento subjetivo, relacional e simbólico, um processo que envolve conflito, culpa inicial e perdas simbólicas, mas que traz ganhos significativos em saúde psíquica e qualidade de vida.
Já a geração Z, formada por nascidos entre meados dos anos 1990 e 2012, é conhecida como nativa digital, vivendo em um mundo permeado por computadores, celulares e acesso instantâneo a informações. Essa realidade moldou um perfil marcado pela agilidade e pelo imediatismo. Soraya Oliveira explica que “o imediatismo é uma força adaptativa que, sem mediação psíquica, se transforma em ansiedade e esgotamento. Ele não é apenas pressa, funciona como estratégia de regulação da ansiedade, tornando uma geração mais frágil, pois adoece pelo excesso de estímulo e falta de sustentação interna”. O desafio para essa geração é reconstruir a experiência do tempo, do vínculo e do sentido, aprendendo a lidar com a urgência sem perder profundidade e saúde mental.
A especialista reforça que “a geração Z não precisa se tornar lenta, precisa se tornar menos refém da urgência. Quando aprende a esperar, não perde potência, mas ganha profundidade, sentido e saúde mental”. Assim, o Janeiro Branco convida a refletir sobre esses dilemas intergeracionais e a importância de promover saúde emocional para todas as idades, respeitando as particularidades de cada geração.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



