Spray nasal para bronzeado: o perigo da busca pelo bronze sem sol entre jovens

Produtos que prometem bronzeado instantâneo ganham popularidade, mas dermatologistas alertam para riscos à saúde da pele

A busca pelo bronzeado perfeito sem exposição ao sol tem ganhado um novo e preocupante capítulo em 2025. Sprays nasais que prometem “pegar cor sem sol” voltaram a circular com força nas redes sociais, especialmente entre o público jovem. Esses produtos, geralmente vendidos online, prometem estimular a produção de melanina no organismo, oferecendo um bronzeado artificial. No entanto, especialistas da área da saúde alertam para os riscos envolvidos no uso dessas substâncias.

Segundo a dermatologista Denise Ozores, especialista em beleza natural, muitos desses sprays contêm Melanotan II, uma substância que estimula artificialmente a produção de melanina. “Estamos falando de um produto inalado, que vai direto para a corrente sanguínea, sem controle de dose ou segurança comprovada. A pessoa não sabe exatamente o que está absorvendo nem como o corpo vai reagir”, explica a médica. A falta de regulamentação desses produtos em diversos países aumenta ainda mais a preocupação.

Na prática clínica, Denise observa que o uso do spray nasal pode gerar um efeito contrário ao esperado. “A pessoa acredita que está ‘protegida’ ou preparada para o sol e acaba se expondo mais. Isso aumenta o risco de manchas, sensibilidade e danos que não aparecem de imediato”, alerta. Além disso, há relatos internacionais de efeitos adversos como náuseas, alterações em pintas e reações cutâneas, reforçando o alerta dos dermatologistas.

O retorno dessa prática está diretamente ligado à cultura das redes sociais, que valorizam atalhos estéticos e resultados rápidos. “Quando falamos de pele, isso não existe”, destaca Denise. Ela lembra que o bronzeado, mesmo o natural, é uma resposta de defesa da pele à agressão solar. “A pele tem memória. O dano de hoje pode aparecer daqui a alguns anos.”

Para quem busca o bronzeado apenas por estética, a dermatologista indica alternativas mais seguras, como autobronzeadores e sprays corporais aprovados, que atuam somente na superfície da pele, sem envolver exposição solar ou substâncias absorvidas pelo organismo. Ainda assim, o básico permanece essencial: “Protetor solar diário e exposição consciente continuam sendo indispensáveis.”

O alerta vai além de uma simples moda passageira. “O bronze passa. A mancha, o envelhecimento precoce e o risco ficam”, conclui Denise Ozores. Com a chegada do verão e o aumento da pressão estética, é fundamental que as mulheres estejam informadas e priorizem a saúde da pele, evitando produtos que prometem resultados milagrosos sem comprovação científica.

Este conteúdo foi elaborado com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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