Câncer de pele no couro cabeludo: como identificar e prevenir essa ameaça silenciosa
Saiba quais sinais observar e os cuidados essenciais para proteger o couro cabeludo do câncer de pele, especialmente no verão
Durante os meses mais quentes do ano, a atenção à proteção solar costuma focar no rosto e no corpo, mas o couro cabeludo, uma região frequentemente esquecida, também está vulnerável ao câncer de pele. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele representa cerca de 31,3% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, com uma estimativa de 229 mil novos casos anuais.
O câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum, e quando detectado precocemente, as chances de cura são altas. Sheila Ferreira, oncologista da Oncoclínicas, destaca a importância do autoexame para identificar manchas, pintas ou feridas no couro cabeludo, que podem variar em tamanho, forma e cor. “Apesar de muitas vezes ser uma região deixada de lado, é fundamental estar atento aos sinais do próprio corpo”, alerta a especialista.
Para facilitar a identificação, a oncologista recomenda observar a regra “ABCDE”:
– Assimetria: metade da lesão diferente da outra metade;
– Bordas: contornos irregulares;
– Cor: presença de cores variadas, como vermelho, marrom e preto;
– Diâmetro: maior que 6 mm;
– Evolução: mudanças no tamanho, forma ou cor ao longo do tempo.
O autoexame deve ser realizado mensalmente, preferencialmente com a ajuda de outra pessoa e em ambiente bem iluminado, para garantir uma boa visualização do couro cabeludo. “De preferência, essa análise deve ser feita de dia, com luz natural, para uma melhor visibilidade da região”, orienta Sheila Ferreira.
Além do autoexame, a prevenção é fundamental. Embora os cabelos ofereçam alguma proteção contra os raios ultravioletas, o uso de bonés ou chapéus é recomendado durante a exposição solar. O protetor solar deve ser aplicado também nas orelhas e, para quem tem cabelos ralos ou calvície, diretamente no couro cabeludo, preferencialmente com produtos fluidos que espalham melhor. O FPS deve ser de 30 ou mais, aplicado 30 minutos antes do sol e reaplicado a cada duas horas ou após atividades aquáticas.
Fique atenta a sintomas como feridas que não cicatrizam, lesões que crescem rapidamente, coceira, dor ou sangramento. Caso note alguma alteração suspeita, procure um dermatologista para avaliação especializada.
O câncer de pele pode se espalhar para outras partes do corpo se não tratado precocemente, mas a boa notícia é que as chances de cura podem chegar a 90% com diagnóstico e tratamento adequados. Na maioria dos casos, o tratamento envolve cirurgia, podendo ser associado a radioterapia, imunoterapia ou terapia alvo.
Por isso, cuide do seu couro cabeludo com a mesma atenção que dedica à sua pele e não deixe de realizar o autoexame regularmente. A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores armas contra o câncer de pele.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa da Oncoclínicas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



