Ano novo, vida ativa: cuide do coração antes de iniciar exercícios intensos

Começar 2025 com saúde exige avaliação médica e atenção aos limites do corpo, alertam especialistas

Com a chegada do ano novo, muitas mulheres renovam suas promessas de adotar uma vida mais ativa, seja correndo na praia, iniciando uma academia ou simplesmente incorporando exercícios à rotina. No entanto, especialistas alertam que o entusiasmo típico do início do ano pode representar riscos se a prática de atividades físicas começar sem a devida avaliação médica.

Segundo o cardiologista Dr. Gustavo dos Reis Marques, do Hospital Cardiológico Costantini, a decisão de se exercitar é extremamente positiva, pois demonstra cuidado consigo mesma. Contudo, ele destaca que “a preocupação com a saúde precisa vir antes do primeiro treino”. Isso porque, após períodos de excessos alimentares, consumo maior de álcool e sedentarismo, comuns nas festas de fim de ano, o coração pode estar vulnerável. “Muitas pessoas passam meses, às vezes anos, sem praticar atividade física e, de repente, querem correr quilômetros ou fazer treinos intensos. Esse salto pode sobrecarregar o sistema cardiovascular”, alerta o especialista.

A idade é um fator importante a ser considerado. A partir dos 35 ou 40 anos, ou antes, em casos de histórico familiar de doenças cardíacas, a avaliação médica torna-se ainda mais essencial. Exames simples, como eletrocardiograma, teste ergométrico e exames laboratoriais, ajudam a entender como o coração responde ao esforço. “Não é excesso de zelo, é prevenção”, reforça Dr. Gustavo.

Além disso, o acompanhamento regular da saúde deve caminhar junto com a prática de exercícios. O cardiologista recomenda avaliações semestrais ou anuais, conforme a idade e o histórico clínico, para quem está começando ou já pratica esportes. Entre os exames essenciais estão hemograma completo, avaliação de colesterol e glicemia, exames de função renal e hepática, e monitoramento da pressão arterial. “E não dá para abrir mão da consulta com o cardiologista. Em muitos casos, o clínico geral, o endocrinologista e até um ortopedista também fazem parte desse cuidado integrado”, orienta.

Para garantir uma mudança segura de hábitos, o ideal é começar devagar e com constância. Caminhadas leves, treinos progressivos e respeito aos limites do corpo são fundamentais. “O maior erro é achar que resultado rápido vem com intensidade exagerada. O coração precisa de adaptação, assim como músculos e articulações”, explica o cardiologista. “Exercício é um investimento de longo prazo. Não é sobre fazer muito em pouco tempo, mas sobre fazer sempre.”

Mais do que um alerta, essa orientação é um convite à reflexão: antes de calçar o tênis e sair para a tradicional corrida na praia ou no parque, pergunte-se se está fazendo do jeito certo. “A atividade física salva vidas, melhora a qualidade de vida e reduz o risco de inúmeras doenças. Mas ela precisa começar com informação, orientação médica e responsabilidade”, conclui Dr. Gustavo.

Neste período de promessas e recomeços, o consenso entre os especialistas é que cuidar da saúde do coração não atrasa os planos, pelo contrário, garante que eles sejam vividos com mais segurança, disposição e fôlego durante todo o ano.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Hospital Cardiológico Costantini.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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