FDA amplia uso da flibanserina para mulheres pós-menopausa e transforma tratamento da baixa libido

Novo marco reconhece o desejo sexual feminino após a menopausa, destacando diagnóstico e cuidado especializado

A saúde sexual feminina avança com um importante marco regulatório: a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos expandiu a aprovação do medicamento flibanserina para o tratamento do Hypoactive Sexual Desire Disorder (HSDD), ou transtorno do desejo sexual hipoativo, em mulheres pós-menopausa com menos de 65 anos. Até então, a indicação era restrita a mulheres na fase pré-menopausal, e essa decisão abre um novo capítulo no cuidado da baixa libido feminina, reconhecendo a condição como tratável ao longo do ciclo de vida.

A flibanserina é a primeira terapia não hormonal aprovada para mulheres pós-menopausa com HSDD. Ela atua no sistema nervoso central, modulando neurotransmissores como serotonina, dopamina e norepinefrina, o que pode ajudar a melhorar o desejo sexual em mulheres que apresentam falta persistente ou ausência de pensamentos e fantasias sexuais, sem que isso seja explicado por outras causas médicas ou psicológicas.

Segundo dados da assessoria de imprensa, estima-se que até 40% das mulheres enfrentem sintomas de baixo desejo sexual em algum momento da vida. A falta de opções farmacológicas seguras e específicas tem sido um obstáculo para o tratamento eficaz dessa condição, que pode gerar sofrimento real, afetar relacionamentos, autoestima e qualidade de vida.

Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, destaca que “a expansão da aprovação da flibanserina é um reconhecimento importante de que o desejo sexual não termina com a menopausa”. Ela reforça que o diagnóstico da HSDD deve ser criterioso, com exclusão de outras causas físicas, psicológicas ou relacionais, e que o tratamento medicamentoso deve ser parte de um cuidado integral: “não é um ‘remédio da libido’ indiscriminado. O objetivo é tratar uma condição diagnosticada com critérios clínicos e oferecer cuidado integral, levando em conta fatores emocionais, hormonais e de relacionamento que influenciam o desejo sexual.”

Estudos científicos indicam que a flibanserina pode aumentar o número de eventos sexuais satisfatórios e melhorar índices de desejo em comparação com placebo, embora os benefícios sejam modestos e variem entre pacientes. Os efeitos adversos mais comuns incluem tontura, sonolência, náuseas, fadiga e hipotensão, especialmente quando combinados com álcool ou em pacientes com outras condições. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para avaliação individualizada do risco-benefício.

A ampliação da indicação da flibanserina para mulheres pós-menopausa é especialmente relevante porque essa fase da vida traz mudanças hormonais, metabólicas e psicossociais que podem impactar o desejo sexual. A nova aprovação representa um avanço no reconhecimento de que sexo e desejo continuam sendo aspectos centrais da vida e da saúde feminina após a menopausa.

O Instituto GRIS reforça que o tratamento ideal para HSDD deve ser integrado, considerando a história clínica, saúde física e emocional, dinâmicas de relacionamento e fatores culturais. A medicação pode ser parte do plano terapêutico, mas nunca a única resposta. Essa abordagem humanizada e baseada em evidências é essencial para promover o bem-estar e a qualidade de vida das mulheres em todas as fases da vida.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa, destacando um avanço significativo na saúde sexual feminina.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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