Estudo inédito aponta transporte e comércio como setores com maior risco à saúde mental no trabalho
Pesquisa revela que falta de clareza nas funções e excesso de demanda são os principais gatilhos de estresse ocupacional no Brasil
Um estudo inédito realizado na Região Metropolitana de Campinas (RMC) trouxe à tona um panorama preocupante sobre os riscos psicossociais no ambiente de trabalho no Brasil. Com base na análise de 245 empresas, a pesquisa identificou que a falta de clareza sobre as funções e o excesso de demanda são os principais gatilhos de estresse ocupacional, especialmente nos setores de transporte e comércio.
A pesquisa, conduzida pela Unicamp com metodologia internacional adaptada e aplicada pela Aventus Ocupacional, avaliou sete domínios essenciais para a saúde mental no trabalho: Demanda, Controle, Apoio da chefia, Apoio dos colegas, Relacionamentos, Clareza do cargo e Comunicação e mudanças. Entre esses, o domínio “Clareza do cargo” foi o mais mal avaliado, com taxas de insatisfação que chegaram a 79% em alguns setores.
No setor de transportes, motoristas de transporte escolar e fretado relataram altos níveis de pressão relacionados à falta de clareza nas funções (79%), relacionamentos difíceis (69%) e excesso de demanda (68%). Já no comércio, os índices críticos também foram expressivos, com 73% de insatisfação quanto à clareza do cargo, 62% em relacionamentos e 57% no apoio da chefia. Por outro lado, a indústria apresentou resultados mais equilibrados, com destaque apenas para a clareza das funções acima da média geral de risco, enquanto o setor de serviços foi o mais estável em todos os domínios avaliados.
Outro ponto relevante do estudo é a crescente participação feminina no mercado de trabalho, que já representa 54% da força ativa, sendo que no setor de serviços essa presença chega a 69%. No entanto, a indústria ainda é o setor com menor participação feminina, com apenas 28%.
O levantamento também destacou a rotina desgastante dos profissionais da saúde, que frequentemente trabalham em escalas 12×36 e acumulam múltiplos vínculos, aumentando o risco de sobrecarga mental. Curiosamente, trabalhadores da saúde no regime noturno apresentaram resultados melhores ou iguais à média em domínios como demanda, apoio da chefia e relacionamentos, desafiando a percepção comum sobre o desgaste do trabalho noturno.
O relatório enfatiza que investir em uma definição clara das funções e em capacitação são medidas de baixo custo e alto impacto para reduzir o estresse e melhorar a produtividade. Além disso, a ferramenta utilizada no estudo é fundamental para que as empresas cumpram normas como a NR-01 e a ISO 45003, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
Este diagnóstico estratégico reforça a urgência de políticas organizacionais voltadas ao bem-estar psicológico, especialmente nos setores mais críticos. Com isso, as empresas podem reduzir custos com absenteísmo e rotatividade, além de melhorar o clima organizacional e o desempenho das equipes.
Os dados apresentados são essenciais para que as organizações brasileiras possam agir de forma mais assertiva na promoção da saúde mental no trabalho, beneficiando diretamente a qualidade de vida dos colaboradores.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa da Aventus Ocupacional.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



