Denúncias no franchising de saúde: pressão e ameaças no Grupo Salus
Franqueados relatam ambiente tóxico e asfixia financeira em rede odontológica, reacendendo debate sobre governança no setor
Relatos recentes de franqueados e ex-franqueados do Grupo Salus trouxeram à tona denúncias graves de pressão, intimidação e dificuldades financeiras dentro da rede de clínicas odontológicas. A situação reacende um debate importante sobre a governança no franchising de saúde, setor que tem crescido significativamente no Brasil.
Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising, o segmento de franquias em saúde teve um aumento de 14,2% no faturamento no segundo trimestre de 2025, refletindo a expansão do modelo. No entanto, essa expansão parece ter ocorrido em meio a práticas questionáveis, conforme relatos obtidos pela assessoria de imprensa.
A dentista e empresária Sabrina Balkanyi, formada pela USP, compartilhou sua experiência negativa ao tentar se desligar da franquia. Ela descreve um ambiente marcado por ameaças e um modelo de gestão que prioriza metas agressivas em detrimento do suporte aos franqueados e do cuidado ao paciente. “Se ela gastar 1 milhão de reais para sair eu vou gastar 10 milhões para acabar com a vida dela e dos filhos”, teria sido uma das ameaças recebidas, segundo Sabrina. Outro caso citado é o de Amanda Frasson, que ouviu uma ameaça direta ao cogitar falência: “Se você decretar falência eu vou atrás dos seus filhos até no inferno”.
Esses relatos indicam uma cultura interna que valoriza a expansão a qualquer custo, mesmo quando não há estrutura financeira e operacional adequada para sustentar a abertura de novas unidades. A pressão constante e cláusulas contratuais que dificultam a saída da rede criam um ciclo de dependência e asfixia financeira para os franqueados.
Além do impacto financeiro, a crise operacional tem reflexos diretos no atendimento ao paciente. Clínicas encerradas deixaram tratamentos incompletos, causando angústia tanto para os profissionais quanto para os usuários. Esse cenário evidencia um problema maior no setor de saúde no Brasil, onde o acesso e a continuidade do cuidado ainda enfrentam desafios, conforme reconhece o Conselho Federal de Odontologia.
O caso ganhou repercussão pública após registros policiais, decisões judiciais e investigações noticiadas por veículos como VEJA e Metrópoles. Entre as ações judiciais, destaca-se a condenação do Grupo Salus a ressarcir uma franqueada da Giolaser em mais de R$ 360 mil, com anulação do contrato. Também há inquéritos em andamento no Ministério Público de São Paulo, envolvendo suspeitas de propaganda enganosa e outras irregularidades.
Especialistas ressaltam que o crescimento do franchising em saúde exige maior transparência, padronização contratual e canais eficazes para mediação de conflitos. Sabrina Balkanyi enfatiza que redes do setor não podem tratar franqueados como descartáveis ou normalizar ameaças como método de gestão. “Nunca foi sobre o paciente. O foco é o cartão, é o faturamento”, resume a dentista, destacando a necessidade urgente de mudanças para garantir um ambiente mais justo e saudável para todos os envolvidos.
As denúncias seguem em apuração nas esferas judicial e investigativa, enquanto o debate sobre governança e ética no franchising de saúde ganha cada vez mais força.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



