Como usar o 13º salário de forma inteligente e garantir tranquilidade financeira
Especialista ensina a evitar erros comuns, organizar dívidas e planejar o início do ano com o dinheiro extra
Com a aproximação do prazo final para o pagamento da segunda parcela do 13º salário, que ocorre até 20 de dezembro, muitas pessoas se perguntam qual a melhor forma de utilizar esse dinheiro extra. Segundo dados da assessoria de imprensa do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), o uso consciente do 13º é fundamental para evitar que ele se transforme em uma fonte de problemas financeiros.
O especialista em Finanças e diretor de Operações da instituição, Alan Sales da Fonseca, destaca que o 13º salário não deve ser encarado como um bônus, mas sim como uma parte do salário concentrada no fim do ano. “Em um cenário de juros ainda elevados, essa quantia precisa ser tratada como recurso estratégico e não para consumo imediato”, alerta. Isso é especialmente importante diante do alto índice de inadimplência no país: em outubro, 79,5% das famílias tinham algum tipo de dívida a vencer, e 30,5% estavam com débitos em atraso.
Um dos erros mais comuns é gastar o 13º com presentes, festas e viagens sem considerar dívidas ou despesas típicas do início do ano, como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar. Para evitar esse problema, o especialista recomenda responder três perguntas básicas antes de usar o dinheiro: Quanto eu devo? Quais são minhas principais contas de início de ano? Tenho alguma reserva para emergências? Com essas respostas, é possível criar um mapa de prioridades para organizar as finanças.
A prioridade deve ser o pagamento de dívidas com juros altos, como cartão de crédito rotativo, cheque especial e empréstimos pessoais. “Essa atitude é equivalente a um investimento de alto retorno, onde o trabalhador ‘ganha’ a taxa de juros exorbitante que deixará de pagar”, explica Fonseca. Além disso, o 13º pode ser uma poderosa moeda de negociação para conseguir descontos e condições melhores junto a bancos e credores.
Não há uma regra fixa para dividir o valor do 13º, mas o especialista sugere algumas proporções que podem ser adaptadas: para quem está muito endividado, destinar de 60% a 80% para dívidas caras, 10% a 20% para despesas sazonais e 10% para reserva de emergência; para quem tem dívidas sob controle, 40% a 50% para reduzir débitos, 20% a 30% para despesas do início do ano e 20% a 30% para poupança ou investimentos; para quem está com as contas equilibradas, 30% a 40% para objetivos de médio prazo, 30% a 40% para investimentos e 20% a 30% para consumo planejado.
Para quem já mantém as finanças organizadas, o 13º salário pode ser uma alavanca para o futuro. Entre as opções indicadas estão reforçar a reserva de emergência, investir em cursos e cuidados pessoais, construir patrimônio de longo prazo e planejar lazer de forma consciente. “Quando o dinheiro entra com propósito, ele vira ferramenta de melhora de vida”, conclui Alan Sales da Fonseca.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa do Centro Universitário Integrado, reforçando a importância do planejamento financeiro para um início de ano tranquilo e sustentável.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA


