Comece 2026 em movimento: como a atividade física ajuda a combater o Alzheimer
Exercícios regulares retardam o declínio cognitivo e promovem saúde cerebral, segundo especialistas
Com a chegada de 2026, muitas pessoas buscam adotar hábitos que promovam saúde e prevenção. Um dos focos importantes é a prática regular de atividade física, que pode ajudar a combater o Alzheimer, doença que deve atingir 78 milhões de pessoas até 2030, conforme projeções globais da Alzheimer’s Disease International.
Atualmente, a cada três segundos, uma pessoa no mundo desenvolve algum tipo de demência, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 70% dos casos. A doença tem maior incidência a partir dos 65 anos, especialmente no Brasil, e representa um desafio crescente para a saúde pública mundial. Estima-se que, em 2020, havia mais de 55 milhões de casos, número que pode chegar a 139 milhões em 2050.
A especialista em Exercício Físico da Namu, Camila Midori, destaca que “manter o corpo em movimento pode influenciar positivamente a função cerebral através de diversos mecanismos”. Pesquisas, como o estudo EXERT realizado por universidades americanas, mostram que exercícios aeróbicos, tanto de baixa quanto de moderada a alta intensidade, ajudam a manter a função cognitiva estável e reduzem a perda de volume cerebral em áreas afetadas pelo Alzheimer.
Além dos exercícios aeróbicos, práticas como musculação, yoga e pilates também são recomendadas. Um artigo da Harvard Health Publishing revela que pessoas que praticam yoga regularmente apresentam um córtex cerebral mais espesso e um hipocampo mais desenvolvido — regiões fundamentais para o aprendizado, memória e processamento de informações, que costumam ser prejudicadas com o envelhecimento e doenças neurodegenerativas.
Para prevenção, a Organização Mundial da Saúde e o American College of Sports Medicine indicam entre 50 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade intensa, além de treinamento de força pelo menos duas vezes por semana. Para quem já tem Alzheimer, exercícios aeróbicos leves a moderados, como caminhadas e natação, devem ser feitos de 30 a 45 minutos, de 3 a 5 vezes por semana, e atividades de força e equilíbrio, como yoga e pilates, de 2 a 3 vezes por semana.
Plataformas digitais especializadas têm ampliado o acesso a esses exercícios, oferecendo programas adaptados para idosos e pessoas com condições neurodegenerativas, com orientação multidisciplinar que inclui personal trainer, nutricionista e fisioterapeuta. Segundo Camila Midori, “essas soluções permitem que o cuidado com a saúde física e mental aconteça de forma integrada, multidisciplinar e adaptada às necessidades de cada indivíduo”.
Começar o ano em movimento, portanto, não é apenas uma resolução comum, mas uma estratégia eficaz para promover saúde cerebral, retardar o declínio cognitivo e melhorar a qualidade de vida, especialmente diante do envelhecimento da população e do aumento dos casos de Alzheimer.
Este conteúdo foi elaborado com base em dados e análises fornecidos pela assessoria de imprensa da Namu.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



