Avanços no tratamento da doença falciforme prometem melhor qualidade de vida no Brasil

Especialistas destacam a importância da ampliação do acesso e protocolos estruturados para transformar o cuidado dos pacientes

Com dados da assessoria de imprensa, especialistas brasileiros destacam avanços importantes no cuidado da doença falciforme, uma condição crônica que afeta entre 60 mil e 100 mil pessoas no país, segundo o Ministério da Saúde. Essa doença altera a forma e a função das hemácias, causando dores frequentes, hospitalizações e complicações graves, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes, que enfrentam limitações sociais e profissionais.

Nos últimos anos, a hematologia e a medicina transfusional avançaram significativamente, ampliando as opções de tratamento. Um destaque é a troca automatizada de hemácias (aRBCX), que substitui as células falcizadas por hemácias saudáveis, reduzindo eventos graves e prevenindo complicações. O procedimento é usado tanto em crises agudas quanto de forma preventiva.

O doutor José Francisco Comenalli Marques Jr, coordenador do Comitê de Aférese da ABHH, enfatiza que o maior desafio não é a falta de tecnologia, mas garantir que ela chegue ao paciente certo no momento adequado. “Quando bem indicada, a aRBCX melhora significativamente a qualidade de vida e muda o curso da doença. É fundamental ampliar o acesso a centros capacitados, padronizar protocolos e formar equipes dedicadas para um acompanhamento contínuo e eficaz”, afirma.

A professora Maria Stella Figueiredo, da UNIFESP, ressalta que, apesar do aumento da expectativa de vida, muitos pacientes chegam à vida adulta com múltiplas complicações evitáveis. Ela destaca a desinformação como um dos maiores obstáculos, inclusive entre profissionais de saúde, e reforça a necessidade de disseminar conhecimento clínico para um atendimento que reconheça a complexidade da doença.

Além das barreiras regionais e da falta de protocolos padronizados, a continuidade do cuidado é uma preocupação, especialmente com o aumento da longevidade dos pacientes. Nesse cenário, a colaboração entre órgãos públicos, instituições de referência, especialistas e indústria é essencial para criar estruturas sustentáveis que garantam o acesso às terapias.

A Terumo Blood and Cell Technologies, por exemplo, atua no Brasil apoiando a capacitação de equipes, definição de boas práticas e ampliação do acesso à aRBCX, reforçando a importância da corresponsabilidade no ecossistema de cuidado.

Resultados práticos comprovam o impacto positivo dessa abordagem. No Ceará, o Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemoce) implementou um programa estruturado de troca automatizada de hemácias, que reduziu significativamente os níveis de hemoglobina S, diminuiu internações e melhorou a qualidade de vida dos pacientes. No Rio de Janeiro, a transição de uma adolescente para a terapia automatizada resultou na ausência de crises dolorosas e na retomada de sua rotina escolar e social.

Esses avanços mostram que, com estrutura, treinamento e comprometimento, é possível transformar o cuidado da doença falciforme no Brasil, garantindo uma vida mais saudável e digna para milhares de pessoas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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