Tecnologia médica “Made in Brazil” impulsiona o SUS e reduz dependência de importações

Nova política industrial e reforma tributária fortalecem a produção nacional e ampliam presença global da indústria de dispositivos médicos

O Brasil está investindo fortemente na tecnologia médica “Made in Brazil” para reduzir a dependência de importações e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados da assessoria de imprensa da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos, o governo federal incluiu o setor de dispositivos médicos como um dos eixos estratégicos da nova Política Industrial da Saúde, lançada em 2025. Essa iniciativa visa incentivar a produção nacional de tecnologias essenciais, promovendo inovação, qualidade e autonomia para o país.

A indústria brasileira de dispositivos médicos já exporta para mais de 180 países, conquistando mercados exigentes na Europa e Ásia. Entre janeiro e agosto de 2025, as exportações somaram US$ 761,6 milhões, um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os segmentos de reabilitação, odontologia e laboratório apresentaram avanços significativos, refletindo o fortalecimento tecnológico e regulatório da indústria, reconhecido internacionalmente.

Um dos principais avanços para o setor é a equiparação tributária prevista na Reforma Tributária de 2025, que entrará em vigor em janeiro de 2027. A partir dessa data, hospitais públicos e filantrópicos terão alíquota zero nas compras de dispositivos médicos nacionais, igualando as condições já existentes para produtos importados. Essa medida, válida para hospitais que atendam ao SUS e estejam listados em anexos específicos da legislação, cria um ambiente mais justo para a concorrência e deve estimular a produção local de equipamentos hospitalares, materiais cirúrgicos, próteses e instrumentos odontológicos e laboratoriais.

Larissa Gomes, gerente de Projetos e Marketing da ABIMO, destaca que “o conceito de Tecnologia Médica Made in Brazil representa um salto de maturidade para o País. Significa investir em inovação e qualidade com base na confiança regulatória que o Brasil já conquistou, e transformar essa competência em vantagem competitiva global.” O setor movimenta mais de US$ 10 bilhões por ano e é considerado um pilar fundamental para a reindustrialização do Brasil.

Além das medidas tributárias, a ABIMO defende políticas permanentes de incentivo à produção local, modernização hospitalar e inovação tecnológica. Entre as propostas está a criação de linhas de crédito e programas de financiamento para modernizar o parque tecnológico hospitalar, priorizando a aquisição de equipamentos nacionais. Essas ações podem reduzir o déficit comercial do setor, gerar empregos e ampliar o acesso da população a diagnósticos e tratamentos de qualidade.

Apesar dos avanços, a entidade aponta que a alta carga tributária e a defasagem da tabela de remuneração do SUS ainda são desafios para o crescimento da indústria. A ABIMO defende uma revisão dos valores pagos pelo sistema público e maior previsibilidade regulatória para garantir a sustentabilidade das empresas que abastecem hospitais e clínicas em todo o país.

“Fortalecer a produção local é mais do que uma pauta industrial — é uma política de Estado para garantir autonomia, qualidade e acesso à saúde. Incentivar a indústria nacional assegura o fornecimento contínuo de equipamentos, reduz custos e transforma investimentos públicos em resultados reais para a população”, complementa Larissa.

Com essa consolidação, o Brasil demonstra que possui condições para competir globalmente com inovação e qualidade, reforçando a base produtiva e tecnológica do sistema de saúde e contribuindo para a sustentabilidade do SUS.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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