Como o calor do verão afeta a eficiência da energia solar no Brasil, segundo especialista

Entenda por que altas temperaturas podem reduzir a geração de energia solar e saiba como otimizar seu sistema no verão

Com a chegada do verão, a expectativa por maior geração de energia solar cresce devido aos dias mais longos e à intensa radiação solar. No entanto, um paradoxo surge: as altas temperaturas típicas da estação podem reduzir o desempenho dos sistemas fotovoltaicos, mesmo com maior incidência de luz solar. Essa informação foi destacada pela professora de Engenharia Elétrica Michele Rodrigues, da FEI, em dados divulgados pela assessoria de imprensa da instituição.

Segundo Michele, as células solares funcionam melhor com muita luz e pouco calor. “Quando a temperatura do módulo sobe, aumenta a resistência interna do material semicondutor, o que reduz a tensão gerada. Como consequência, mesmo recebendo mais radiação, o painel pode entregar menos energia do que o esperado.” Isso ocorre porque o ponto ideal de operação das células solares é em torno de 25°C, e temperaturas superiores a esse limite comprometem a eficiência.

O impacto térmico varia conforme a região do Brasil. No Nordeste e Centro-Oeste, onde a irradiância solar é mais intensa, as perdas por calor são mais acentuadas. Já no Sudeste, apesar do aumento da radiação, as altas temperaturas também causam perdas relevantes. No Sul, onde o calor é menos intenso e a irradiância varia mais, a performance dos sistemas tende a ser mais estável.

Além da redução da eficiência, temperaturas entre 70°C e 85°C, comuns em telhados com pouca ventilação, aceleram o desgaste dos painéis solares. Isso pode causar microtrincas — fissuras quase imperceptíveis que dificultam a passagem da corrente elétrica — e hot spots, pontos de aquecimento localizados que comprometem o desempenho e a durabilidade dos equipamentos. Esses problemas são mais frequentes em instalações com estrutura inadequada, baixa ventilação ou sombreamento irregular.

Para minimizar esses efeitos e preservar a geração de energia, a professora Michele Rodrigues recomenda algumas práticas simples: garantir ventilação adequada atrás dos módulos, deixando entre 10 e 15 cm de espaço para o fluxo de ar; preferir estruturas elevadas e perfis em alumínio, que dissipam melhor o calor; aumentar levemente a inclinação dos painéis para melhorar a circulação do ar e reduzir o acúmulo de sujeira; instalar inversores em locais sombreados e ventilados para evitar o derating térmico; e realizar limpeza periódica para remover poeira, maresia e poluição, que podem reduzir a geração em até 20% em áreas litorâneas.

Além disso, para quem viaja durante o verão, é indicado monitorar o sistema por meio de aplicativos, acompanhando alarmes, atualizações de firmware e o nível das baterias em sistemas híbridos ou off-grid.

Essas orientações são essenciais para quem busca aproveitar ao máximo a energia solar no Brasil, especialmente durante os meses mais quentes, garantindo eficiência e durabilidade dos equipamentos. A FEI, com sua tradição em engenharia e tecnologia, reforça a importância do conhecimento técnico para o desenvolvimento sustentável e a otimização dos recursos energéticos no país.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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