Mulheres impulsionam a revolução na tecnologia, mas desafios ainda persistem
A presença feminina cresce no setor de TI, transformando culturas e abrindo caminhos para a inovação
O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil está passando por uma transformação significativa impulsionada pelo avanço das mulheres. Dados recentes da Brasscom revelam que elas já representam 38,9% dos empregos formais no setor, com um crescimento anual de 7,7% desde 2020, superando o ritmo dos homens em 1,5 ponto percentual. Essa mudança não apenas aumenta a diversidade, mas também provoca transformações culturais importantes dentro das empresas.
Profissionais de diferentes gerações ilustram essa evolução. Neide Cabral, especialista em Governança Global de Telecomunicações, lembra que, há quatro décadas, era comum ser a única mulher em equipes inteiras e enfrentar preconceitos diretos, como promoções negadas por questões de gênero. Já Hellen Cristina Ancelmo, cientista de dados sênior, destaca que, apesar da maior visibilidade feminina em áreas técnicas como programação e análise de dados, a liderança ainda é majoritariamente masculina.
Entretanto, os desafios permanecem, especialmente para as mulheres que são mães. O relatório FOMO no Trabalho, da Acronis, aponta que 67% das mulheres acreditam precisar trabalhar mais horas para avançar na carreira, enquanto 63% sentem que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional impacta suas chances de crescimento. Marynea “Nina” Palloro, engenheira de dados sênior, exemplifica essa dificuldade ao relatar sua saída do setor devido à falta de flexibilidade e apoio durante a maternidade, apesar dos avanços em diversidade.
A inclusão, portanto, deve ir além de políticas e se tornar uma estratégia efetiva para as empresas. A pesquisa da Acronis mostra que 41% das mulheres identificam o viés de gênero como a principal barreira para alcançar posições de liderança. Para Neide Cabral, o futuro da TI será mais equilibrado à medida que a inclusão se consolide como parte da cultura organizacional.
Redes de apoio e grupos de afinidade, como o Women Techmakers Curitiba e o Alumni Elas da UTFPR, desempenham papel fundamental no fortalecimento da presença feminina. Além disso, universidades e empresas ampliam programas de capacitação voltados para meninas e mulheres, contribuindo para que elas deixem de ser exceção no setor.
Esse cenário, construído com dados da assessoria de imprensa, mostra que o avanço das mulheres na tecnologia não é apenas uma questão de justiça social, mas uma oportunidade concreta de inovação e competitividade para as empresas brasileiras. A transformação está em curso, e o protagonismo feminino é peça-chave para o futuro da tecnologia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



