As forças que estão transformando o trabalho e o desenvolvimento nas empresas brasileiras
Estudo com 1.160 profissionais revela desafios e tendências que moldam o futuro do trabalho no Brasil
Um estudo inédito realizado pela Qulture.Rocks, empresa referência em gestão de desempenho no Brasil, revelou as principais forças que estão transformando o trabalho e o desenvolvimento nas organizações brasileiras. Com a participação de 1.160 profissionais de diversos setores e regiões do país, o “Report Tendências em Educação, Desenvolvimento e Performance” apresenta um panorama detalhado sobre os desafios e oportunidades que moldam o futuro do trabalho no Brasil.
A pesquisa, realizada no segundo semestre de 2025, envolveu profissionais de diferentes níveis hierárquicos, incluindo 57% em posições de liderança e 43% como colaboradores individuais. Essa diversidade proporcionou uma visão equilibrada sobre as percepções em relação ao desenvolvimento profissional e à aprendizagem nas empresas.
Entre os sete pilares destacados no relatório, a Cultura de Aprendizagem se mostra central, porém ainda com uma abordagem predominantemente tática. O aprendizado nas organizações brasileiras está fortemente associado à performance imediata, com 20,8% dos entrevistados apontando o aprimoramento de competências como principal impacto. Outros benefícios citados incluem aumento da produtividade (15,3%), formação de lideranças (14,4%) e melhoria da inovação (14%). Contudo, a retenção de talentos aparece com apenas 7,2%, um dado preocupante diante da importância da aprendizagem para o desenvolvimento e permanência dos profissionais.
Rodrigo de Godoy, consultor em EdTech e Inovação, destaca que “parte das organizações continua entendendo cultura de aprendizado como algo que acontece em momentos específicos, como cursos ou jornadas formais. Na prática, a aprendizagem que realmente sustenta performance e evolução acontece no fluxo do trabalho, na experimentação, na colaboração.” Ele reforça que criar uma cultura de aprendizagem é transformar o aprender em hábito, o que depende diretamente da liderança.
De fato, a liderança estratégica tem papel fundamental nesse processo. O estudo aponta que 88% dos executivos C-level consideram o acesso à aprendizagem e ao desenvolvimento essencial para a concretização da estratégia de negócios. Maiti Junqueira, Diretora de Solução de Desenvolvimento e Educação da Qulture.Rocks, alerta que “se a cultura de aprendizado não for tratada como um pilar da cultura organizacional, com investimento, prioridade e presença na mesa onde as decisões são tomadas, ela não se espalha.”
Outro destaque do relatório é a adoção da Inteligência Artificial (IA) no ambiente corporativo. Cerca de 69,3% dos profissionais atuam em empresas que já utilizam IA, mas 30,7% ainda não adotaram a tecnologia. Entre os que têm acesso, 46,2% usam as ferramentas com frequência, enquanto 53,8% utilizam raramente ou nunca, evidenciando desafios na fluência digital. O impacto positivo da IA é reconhecido por 72% das organizações, que relatam aumento da eficiência e economia de tempo para líderes.
Rodrigo de Godoy chama atenção para o uso crítico da tecnologia: “O uso acrítico da tecnologia pode reduzir a capacidade analítica e empobrecer o processo de aprendizado. É o que chamamos de ‘sedentarismo cognitivo’.” Para que a IA gere valor sem comprometer habilidades humanas, é fundamental investir em letramento digital, revisar processos e fortalecer uma cultura que estimule experimentação e colaboração.
Este estudo, com dados da assessoria de imprensa, oferece insights valiosos para empresas que buscam se adaptar às transformações do mercado, valorizando a aprendizagem contínua e a inovação tecnológica para garantir competitividade e desenvolvimento sustentável.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



