Guarda compartilhada supera guarda exclusiva da mãe, mas filhos ainda moram com elas
Entenda a diferença entre guarda compartilhada e residência alternada e os dados do IBGE sobre famílias monoparentais femininas
Pela primeira vez, a guarda compartilhada dos filhos após o divórcio ultrapassou a guarda exclusiva concedida às mães. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Estatísticas do Registro Civil, publicada em 10 de dezembro de 2025.
A guarda compartilhada significa que ambos os pais dividem as decisões importantes sobre a vida dos filhos, diferentemente da residência alternada, que implica na divisão física da moradia das crianças entre as casas do pai e da mãe. Essa distinção é fundamental para compreender os arranjos familiares atuais, já que muitas pessoas confundem os dois conceitos.
A advogada e pesquisadora Dra. Fernanda Las Casas, doutora em Direito Civil pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Comissão Nacional de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM), explica que, apesar da guarda compartilhada ser a modalidade mais comum hoje, a maioria das crianças continua morando com as mães. Isso ocorre porque elas assumem a maior parte da educação e dos cuidados diários dos filhos.
Os dados do Censo 2022 do IBGE reforçam essa realidade: existem mais de 10,3 milhões de domicílios chefiados por mulheres com filhos sem parceiro. Para cada pai solo, há seis mães solo, e 86,4% dos adultos que criam filhos sozinhos são mulheres. Esses números evidenciam o papel central das mães na criação dos filhos, mesmo em contextos de guarda compartilhada.
Essa tendência reflete mudanças sociais importantes, como o reconhecimento da coparentalidade e o aumento da participação dos pais separados nas decisões sobre os filhos. No entanto, a responsabilidade cotidiana ainda recai majoritariamente sobre as mães, que enfrentam o desafio de equilibrar educação, afazeres domésticos e, muitas vezes, trabalho fora de casa.
Compreender essas nuances é essencial para promover políticas públicas e práticas jurídicas que apoiem a parentalidade compartilhada de forma justa e equilibrada, garantindo o bem-estar das crianças e o respeito aos direitos de ambos os pais.
Este conteúdo foi elaborado com base em dados da assessoria de imprensa e pesquisa do IBGE, trazendo informações atualizadas sobre guarda de filhos e estrutura familiar no Brasil.
Para mais informações ou entrevistas com especialistas, consulte fontes oficiais e profissionais da área jurídica e social.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



