Por que dezembro é o mês das dores e como o Pilates pode ajudar antes de 2026
Entenda o aumento das dores musculares no fim do ano e descubra como o Pilates previne desconfortos comuns nessa época.
Com a chegada de dezembro, muitas pessoas enfrentam um aumento significativo nas queixas de dores musculares, especialmente nas regiões lombar e cervical, além de rigidez muscular. Segundo dados de clínicas especializadas e do Ministério da Saúde, esse aumento pode chegar a até 35% nesse período. Esse fenômeno, conhecido como o “pico anual de dor”, é resultado da combinação de estresse elevado, sedentarismo e longas jornadas de trabalho típicas do fim do ano.
A Organização Mundial da Saúde destaca que a dor lombar é a principal causa de incapacidade no mundo, afetando cerca de 580 milhões de pessoas. Estudos recentes indicam que o risco de episódios agudos de dor aumenta quando três fatores se juntam: estresse elevado, sono insuficiente e redução da movimentação diária — exatamente o cenário que muitos enfrentam em dezembro.
A fisioterapeuta Luciana Geraissate, especialista em Pilates, explica que “a gente tenta fechar pendências, trabalha mais tempo sentado, dorme menos, carrega peso nas compras, dirige por longos períodos e ainda lida com o estresse emocional do fim de ano. O corpo não sustenta esse ritmo sem consequências”. Para ela, dezembro é o “gatilho final” para sobrecargas acumuladas silenciosamente ao longo do ano. “As dores raramente começam em dezembro. Elas aparecem em dezembro. O corpo passa meses compensando má postura, falta de mobilidade, fraqueza do core e horários irregulares. No último mês do ano, ele simplesmente não consegue mais sustentar.”
Além disso, pesquisas indicam que ficar sentado por mais de seis horas diárias aumenta em 48% o risco de dor lombar crônica. A qualidade do sono, que costuma piorar no fim do ano, também contribui para o agravamento das dores musculares e da rigidez matinal.
Nesse contexto, o Pilates surge como uma estratégia eficaz para prevenção e tratamento. Estudos da Universidade de Queensland, na Austrália, mostram que a prática regular do método reduz em até 58% a recorrência de episódios de dor lombar. Uma revisão publicada na PLOS One também aponta melhorias significativas na estabilidade lombar, força do core, mobilidade articular e controle postural em praticantes frequentes.
Luciana destaca que “o Pilates reorganiza o corpo de dentro para fora, devolve alinhamento, melhora a biomecânica e reeduca padrões de movimento”. Isso ajuda o corpo a suportar melhor as exigências do fim de ano, como longas jornadas, viagens e o estresse emocional.
Ela alerta para sinais que não devem ser ignorados, como rigidez ao acordar, sensação de peso na coluna, dor que piora ao final do dia, formigamentos e travamentos pontuais. “São sinais vermelhos. O corpo dá avisos antes da crise — mas a gente só costuma buscar ajuda quando trava de vez.”
Para começar 2026 com mais saúde e qualidade de vida, a recomendação é incluir o Pilates no planejamento pessoal. “Duas sessões semanais já fazem diferença na força, na postura e na qualidade de vida”, afirma a especialista.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas por assessoria de imprensa especializada em saúde e bem-estar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



