Larissa Manoela adia maternidade por causa da endometriose: saiba o que é e como tratar
Entenda a doença que afeta milhões de brasileiras e impacta a fertilidade feminina
A atriz Larissa Manoela recentemente revelou que decidiu adiar a maternidade devido ao diagnóstico de endometriose, reacendendo um debate importante sobre essa condição que atinge cerca de 8 milhões de brasileiras. Segundo dados da assessoria de imprensa do FertGroup, a endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina e merece atenção especial para diagnóstico e tratamento precoces.
Larissa contou que, ao receber o diagnóstico, chegou a pensar que não poderia engravidar. “Hoje, graças a Deus, a Medicina avançou muito e esse tema está sendo levado adiante, porque muitas mulheres portam essa doença e não sabem”, afirmou em entrevista. A atriz ressaltou a importância da educação pública para que as mulheres não invalidem sua dor, já que a endometriose provoca dores intensas. Ela também mencionou o acompanhamento médico regular e a cirurgia que pretende realizar para remover os focos da doença, com o objetivo de evitar abortos espontâneos e o crescimento da endometriose.
Mas afinal, o que é a endometriose? Trata-se de uma doença crônica e progressiva, sem cura, que ocorre quando o tecido do endométrio — camada interna do útero — cresce fora do útero. Isso pode causar dores pélvicas, desconforto durante as relações sexuais e dificuldades para urinar ou evacuar no período menstrual. Além disso, a doença pode comprometer a fertilidade, dificultando a realização do sonho da maternidade.
O Ministério da Saúde estima que uma em cada 10 mulheres no Brasil sofre com sintomas da endometriose, e a Associação Brasileira de Endometriose aponta que mais de 30% dos casos levam à infertilidade. A Dra. Natalia Pimentel, especialista em Reprodução Assistida do FertGroup, explica que as alterações pélvicas causadas pela endometriose podem impedir a fertilização do óvulo ou dificultar a implantação do embrião no útero. Além disso, a formação de cistos ovarianos pode reduzir a reserva ovariana, afetando a qualidade dos óvulos.
A endometriose também pode interferir na resposta do corpo aos tratamentos de reprodução assistida, como fertilização in vitro (FIV) e inseminação intrauterina (IA). A Dra. Alessandra Evangelista, também do FertGroup, destaca que nem todas as portadoras têm infertilidade, mas aquelas que precisam de tratamento podem necessitar de doses maiores de medicação para estimular os ovários.
O tratamento da endometriose envolve medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, cirurgia. O objetivo é controlar a progressão da doença e preservar a fertilidade. A cirurgia pode ser indicada para mulheres sintomáticas que desejam engravidar, mas é fundamental avaliar o impacto no tecido ovariano e considerar a preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos. Cada caso deve ser avaliado individualmente por especialistas em reprodução assistida.
Com o avanço da medicina e o acompanhamento adequado, muitas mulheres com endometriose têm conseguido realizar o sonho da maternidade, seja de forma natural ou por meio de técnicas de reprodução assistida. A conscientização e o diagnóstico precoce são essenciais para garantir qualidade de vida e ampliar as chances de gravidez.
Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa do FertGroup, referência em medicina reprodutiva no Brasil e América Latina.
Para quem convive com a endometriose, o cuidado contínuo e o suporte médico especializado são fundamentais para enfrentar os desafios da doença e preservar a saúde reprodutiva.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



