Férias escolares: como manter o cérebro do adolescente ativo sem pressão
Micro-hábitos leves que estimulam a mente dos jovens e preservam o descanso nas férias
As férias escolares são um momento esperado pelos adolescentes para descansar após meses intensos de estudos e provas. No entanto, o descanso não precisa significar a total inatividade do cérebro. Segundo dados da assessoria de imprensa do PB Colégio e Curso, pequenas ações do dia a dia, chamadas de micro-hábitos, podem manter o cérebro ativo sem transformar o período de descanso em uma obrigação ou “estudo disfarçado”.
Hugo de Almeida, diretor da instituição, explica que “descansar também é ganhar repertório”. Ele destaca que o jovem precisa relaxar, mas não necessariamente desligar completamente. “Micro-hábitos leves mantêm o cérebro vivo, sem transformar férias em sala de aula”, afirma. Isso porque, quando o adolescente fica exposto apenas a estímulos rápidos e superficiais, as primeiras semanas do ano letivo podem ser mais difíceis devido à perda do ritmo cognitivo, principalmente em habilidades como leitura e interpretação.
A proposta, portanto, não é retomar exercícios escolares, mas sim estimular o cérebro por meio da vida real. Hugo sugere atividades simples que ativam áreas do cérebro ligadas à atenção e ao repertório, como observar o mundo ao redor, conversar sobre temas variados, experimentar algo novo ou ler um livro leve. “Não é tarefa, é experiência”, reforça.
Para que esses micro-hábitos funcionem sem perder a leveza das férias, é fundamental evitar o tom de “programação pedagógica”. A ideia é propor, convidar e criar ambientes onde o adolescente queira participar espontaneamente, e não onde ele se sinta avaliado ou pressionado. Atividades que geram conversa, memória e risadas, como cozinhar uma receita em família, assistir a um filme e comentar depois, visitar um lugar diferente ou jogar um jogo que exija estratégia, são exemplos que estimulam o cérebro de forma natural.
Entre os micro-hábitos indicados estão:
• Ler algo leve por prazer, não por obrigação;
• Conversar sobre filmes, documentários ou assuntos inesperados;
• Cozinhar juntos, lidando com medidas, tempo e criatividade;
• Visitar lugares novos, mesmo que próximos de casa;
• Manter momentos offline para desenhar, montar algo ou explorar hobbies.
Essas experiências ampliam repertório, vocabulário, senso crítico, curiosidade e organização mental, tudo isso sem a sensação de estudo formal. “No fim das contas, férias são para descansar. Mas o descanso também pode ampliar o mundo interno do adolescente quando oferecemos experiências que fazem sentido para ele”, conclui Hugo de Almeida.
Assim, é possível garantir que o cérebro do jovem permaneça ativo, saudável e preparado para o retorno às aulas, sem que as férias percam o seu verdadeiro propósito: o descanso e o lazer.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



