Brasil registra alta nos afastamentos por transtornos mentais e alerta para 2025
Dados recentes apontam crescimento de 13,7% nos afastamentos por saúde mental, reforçando a importância do cuidado emocional no trabalho
O Brasil registrou 135.395 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais no terceiro trimestre de 2025, segundo levantamento do Data Cajuína, frente de inteligência da Caju, empresa especializada em soluções para recursos humanos. Os dados oficiais do INSS e do Ministério da Previdência Social indicam que a média mensal de afastamentos por problemas de saúde mental está em 44.787 episódios, um aumento de 13,7% em relação a 2024.
Entre julho e setembro, o volume de afastamentos manteve a tendência de crescimento observada ao longo do ano. Em julho, foram 38.696 afastamentos, número 8,5% menor que em junho, indicando uma breve desaceleração. No entanto, em agosto, os afastamentos subiram para 48.505, o terceiro maior volume mensal do ano, representando um crescimento de 25,3% em relação ao mês anterior. Em setembro, o número se manteve alto, com 48.194 casos, uma leve redução de 0,6%.
No acumulado de janeiro a setembro, o país contabilizou 403.085 afastamentos, o que equivale a 85,3% do total registrado em 2024 e supera em 42% o volume de 2023. A projeção indica que, se o ritmo atual for mantido, o Brasil pode ultrapassar meio milhão de casos até o final de 2025, com um crescimento estimado de 13,7% em relação ao ano anterior, o que significa aproximadamente 65 mil afastamentos a mais.
As doenças mais recorrentes entre os afastamentos são a ansiedade, com 121.148 casos no acumulado do ano, representando 30% do total; episódios depressivos, com 94.109 casos; e o transtorno afetivo bipolar, com 45.562 casos. Esses números reforçam a necessidade de políticas de prevenção e cuidado com a saúde emocional dos trabalhadores.
Luiza Terpins, Líder de Conteúdo e Comunicação na Caju, destaca que “os afastamentos reforçam um ponto importante: o engajamento e o bem-estar dos colaboradores precisam estar no centro das estratégias das empresas”. Ela acrescenta que benefícios flexíveis e alinhados às necessidades reais das pessoas são fundamentais para apoiar os departamentos de RH na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.
Para auxiliar as empresas, a Caju tem promovido iniciativas que unem conscientização e ação prática, como soluções para adequação às normas de prevenção de riscos psicossociais previstas pela NR-1, o Índice de Bem-estar e Saúde Mental, que oferece orientações para líderes, e uma ferramenta interativa para medir o impacto do bem-estar emocional nas equipes.
Esses esforços reforçam o papel da Caju como parceira estratégica dos RHs na construção de culturas organizacionais mais humanas, empáticas e sustentáveis, essenciais para enfrentar os desafios da saúde mental no ambiente corporativo.
Este post foi elaborado com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa da Caju.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



