Projeto inovador reduz em 50% diagnósticos tardios de câncer de mama com agentes de saúde
Capacitação de agentes para exames domiciliares agiliza diagnóstico e tratamento no SUS em Goiás
Um projeto inovador desenvolvido em Itaberaí, Goiás, tem mostrado resultados promissores na luta contra o câncer de mama. A iniciativa, que envolve a capacitação de agentes de saúde para realizar exames físicos das mamas durante visitas domiciliares, conseguiu reduzir em 50% os diagnósticos tardios da doença, segundo dados da assessoria de imprensa.
Idealizado pelo mastologista Ruffo Freitas-Junior, assessor especial da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e professor da Universidade Federal de Goiás, o Projeto Itaberaí foi inspirado em uma experiência bem-sucedida na Índia. A proposta uniu esforços da Promotoria de Justiça, Prefeitura e Câmara Municipal para aprovar uma lei que garantisse recursos para sua implementação.
O projeto divide as agentes de saúde em dois grupos. O primeiro atua como grupo controle, realizando visitas domiciliares com orientações tradicionais, como o autoexame e a mamografia bienal a partir dos 40 anos. Já o segundo grupo, chamado ativo, recebe treinamento específico para realizar o exame físico das mamas durante as visitas, utilizando um palmtop com os aplicativos Rosa e RosaWatch. Esses aplicativos registram informações, agendam consultas e acompanham a paciente dentro do sistema de saúde.
Quando uma alteração é detectada, a mulher é encaminhada para avaliação médica na Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso o nódulo seja confirmado, o fluxo segue para exames complementares, como ultrassom, biópsia e mamografia, com o objetivo de iniciar o tratamento em até 30 dias, cumprindo a Lei dos 60 Dias (Lei nº 12.732/2012).
Os resultados preliminares, apresentados no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), indicam que o projeto não só agiliza o diagnóstico, mas também iguala as chances de detecção precoce entre mulheres atendidas pelo SUS e aquelas da rede privada. O estudo randomizado envolve quase 4 mil mulheres e deve apresentar novos dados em 2026, incluindo o impacto do diagnóstico precoce na eficácia do tratamento e na redução da mortalidade.
A experiência de Itaberaí tem despertado interesse de outras cidades brasileiras, reforçando a importância do engajamento local, com apoio da Prefeitura, Secretaria de Saúde e Câmara Municipal, além da participação ativa das agentes de saúde.
Este projeto representa um avanço significativo na saúde feminina, ao promover a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, ampliando o acesso e a qualidade do atendimento para mulheres do SUS. A iniciativa mostra que a união entre tecnologia, capacitação e políticas públicas pode transformar a realidade do combate ao câncer no Brasil.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



