Black Friday 2025: E-commerce cresce 16,1% e bate recorde histórico de transações
Dados da Cielo mostram transformação no varejo brasileiro com destaque para o digital e mudanças no comportamento do consumidor
A Black Friday 2025 marcou um novo capítulo para o varejo brasileiro, especialmente para o e-commerce, que registrou um crescimento expressivo de 16,1% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela assessoria de imprensa da Cielo. Com um recorde histórico de 32,8 milhões de transações online em um único dia, o evento reforça a migração acelerada dos consumidores para o ambiente digital.
Enquanto o comércio eletrônico apresentou forte expansão, o varejo físico sofreu uma retração de 1,9%, evidenciando uma mudança estrutural no comportamento de compra. No entanto, o varejo total brasileiro ainda cresceu 1,9% em comparação com a Black Friday de 2024, resultado significativo considerando que o avanço do ano passado foi de 16%, sobre uma base já elevada. Outro fator que influenciou o desempenho foi a coincidência da data com o pagamento do 13º salário, tanto em 2024 quanto em 2025, o que tende a neutralizar efeitos sazonais.
A análise dos padrões de consumo mostra que, no varejo presencial, as compras foram diluídas ao longo das primeiras semanas de novembro, enquanto no digital o pico de transações se concentrou na virada da madrugada, com tíquetes médios mais elevados. Entre os setores, Serviços destacou-se com alta de 10,8%, impulsionada pelo Turismo & Transporte, que cresceu 18,6%. Drogarias e Farmácias também avançaram 6,1%. Por outro lado, bens duráveis e semiduráveis tiveram queda de 3,2%, reflexo do ambiente de crédito mais restrito e do alto endividamento das famílias.
No e-commerce, todos os macrossetores cresceram: Serviços (19,4%), Bens Não Duráveis (10,6%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (6,2%), consolidando o canal digital como protagonista da data. Em termos de formas de pagamento, o crédito parcelado teve o maior tíquete médio geral (R$ 813,67) e representou 70,4% do faturamento no e-commerce, com tíquetes acima de R$ 1.100. Já no varejo físico, o débito à vista predominou em volume (58,6%), com o Pix também ganhando relevância, respondendo por 6,9% das transações presenciais.
A segmentação por renda revelou diferenças entre os canais: no varejo físico, as classes baixa (36,3%) e média (35,4%) concentraram cerca de 70% do faturamento, enquanto no e-commerce a alta renda foi responsável por 46,3% do faturamento, com tíquete médio de R$ 657,72. Em termos regionais, o Sul foi a única região a registrar crescimento (0,6%), enquanto Norte (-3,2%) e Nordeste (-3,3%) apresentaram as maiores quedas. Santa Catarina liderou entre os estados com alta de 3,7%, ao passo que Amazonas (-6,9%) e Pará (-5,8%) tiveram as maiores retrações.
Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo, destaca que “a Black Friday 2025 confirma a força do e-commerce no Brasil, com consumidores cada vez mais conectados e exigentes. Os dados mostram uma mudança estrutural na forma de consumir: parte das compras do varejo físico foi antecipada ao longo do mês, enquanto o digital concentrou o pico na madrugada. Mesmo com um crescimento mais moderado na sexta-feira, a data continua sendo um termômetro preciso do varejo brasileiro — e reforça a importância de investir em tecnologia, integração de canais e estratégias orientadas por dados”.
Esses números reforçam a importância de acompanhar as tendências do varejo digital, especialmente para mulheres que buscam praticidade e inovação em suas compras, além de evidenciar como o comportamento de consumo está cada vez mais alinhado às facilidades do mundo online. A Black Friday 2025 deixa claro que o futuro do comércio está conectado, dinâmico e centrado no consumidor digital.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



