Um em cada dez medicamentos em países emergentes é falsificado, alerta ONU
Tecnologia e rastreabilidade são armas essenciais contra a fraude em remédios
Dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que um em cada dez medicamentos vendidos em países de baixa e média renda é falsificado ou apresenta baixa qualidade. Essa realidade preocupante coloca em risco a saúde de milhões de pessoas e reforça a necessidade de ações eficazes para combater a fraude no setor farmacêutico.
Para conscientizar consumidores e profissionais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), lançou em maio a cartilha “Falsificação de Medicamentos – Cartilha de Conscientização aos Consumidores”. O material destaca os riscos associados ao comércio ilegal de remédios e orienta sobre como identificar produtos falsificados.
No combate a essa ameaça, a tecnologia de codificação e rastreabilidade dos medicamentos tem se mostrado uma importante aliada. Segundo Ramon Grasselli, gerente comercial da Soma Solution, empresa especializada em equipamentos de codificação industrial, “geralmente, medicamentos falsificados apresentam código de lote ilegível ou vencimento apagado. Além disso, a aparência de erros de ortografia na embalagem e lacres e selos danificados ou ausentes também são comuns”.
A indústria farmacêutica investe em soluções tecnológicas que permitem acompanhar o percurso do medicamento desde a fabricação até o consumidor final, garantindo autenticidade e segurança. Entre essas tecnologias estão equipamentos como o codificador a jato de tinta térmico de alta resolução 1050, capaz de imprimir códigos escaneáveis com 100% de legibilidade em diferentes tipos de embalagens, e o SmartLase C600, que utiliza marcação a laser CO₂ para fazer marcações permanentes sem consumo de tintas ou produtos químicos.
Essas ferramentas não apenas aumentam a eficiência da fiscalização, mas também dificultam a ação dos falsificadores, que têm no mercado farmacêutico um alvo preferencial devido ao alto valor agregado dos medicamentos. Conforme destaca Grasselli, “o trabalho é desafiador. A pirataria ultrapassou fronteiras e, mesmo que haja empenho, a fiscalização ainda é limitada diante da dimensão do mercado ilegal, mas soluções de rastreabilidade fazem um trabalho eficiente, que reduz ruídos e chances de quebras no meio do caminho”.
Portanto, além da atuação das autoridades e da indústria, o consumidor também tem papel fundamental ao ficar atento a sinais de falsificação, como códigos ilegíveis e embalagens danificadas. A união entre tecnologia, fiscalização e conscientização é essencial para garantir que os medicamentos consumidos sejam seguros e eficazes, protegendo a saúde da população.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Soma Solution e dados oficiais da ONU e órgãos brasileiros.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



