Por que 7 em cada 10 brasileiros se arrependem de compras na Black Friday

Entenda o papel da ansiedade nas compras por impulso e como a Terapia de Reprocessamento Generativo pode ajudar

A Black Friday é um dos períodos mais aguardados para aproveitar descontos, mas também revela um lado emocional pouco explorado: o arrependimento pós-compra. Dados recentes da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil, 2024) indicam que 7 em cada 10 brasileiros se arrependem de compras feitas por impulso durante essa época. Esse comportamento está intimamente ligado à ansiedade, segundo o psicólogo Jair Soares, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT).

Para Jair Soares, a compra impulsiva funciona como um “alívio emocional imediato”. “O cérebro entende aquele ato como uma forma de prazer imediato, mas o alívio dura pouco e logo vem o arrependimento”, explica. Ele destaca que o problema não está no ato de consumir, mas na função emocional que o consumo assume, muitas vezes tentando preencher um vazio interno.

A ansiedade, que afeta 9,3% da população brasileira segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), é a base de comportamentos compulsivos, incluindo o consumo desenfreado. “A mente ansiosa busca controle e previsibilidade. Comprar é uma forma simbólica de dizer, ‘agora eu tenho algo sob controle’. O problema é que esse alívio é ilusório e reforça o ciclo”, alerta o especialista.

Para romper esse ciclo, a Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), criada por Soares, atua no reprocessamento de experiências emocionais antigas que moldam a forma como lidamos com a ansiedade e o controle. A terapia ajuda o cérebro a reconhecer que a dor do passado não precisa mais ser compensada por meio do consumo, promovendo uma mudança duradoura no comportamento.

Além disso, o psicólogo sugere um exercício simples para quem sente o impulso de comprar por ansiedade: antes de finalizar a compra, pare e nomeie a sensação que está sentindo, respire e observe onde a tensão aparece no corpo, e questione se a compra é realmente necessária ou apenas uma tentativa de aliviar um desconforto emocional. Se houver dúvida, adie a decisão por 24 horas. “Quando a urgência é emocional, ela não resiste ao tempo”, orienta Soares.

O objetivo não é eliminar o prazer das compras, mas ajudar a reconhecer quando o consumo está a serviço da ansiedade, evitando arrependimentos e promovendo um consumo mais consciente e saudável.

Este conteúdo foi elaborado com dados e informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT).

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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