Novas regras da Caixa ampliam uso do FGTS e impulsionam mercado imobiliário em 2025
Entenda como as mudanças no FGTS podem destravar R$ 111 bilhões e facilitar a compra da casa própria
A partir de 2025, o financiamento habitacional no Brasil passará por mudanças significativas graças às novas regras da Caixa Econômica Federal para o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com base em informações da assessoria de imprensa, essas atualizações prometem ampliar o acesso ao crédito imobiliário e podem destravar até R$ 111 bilhões no mercado imobiliário já no primeiro ano de vigência.
A principal alteração é a elevação do teto para utilização do FGTS na compra de imóveis, que sobe para até R$ 2,25 milhões. Essa mudança amplia o público beneficiado, incluindo agora pessoas com renda mais alta que antes não se enquadravam nas regras tradicionais do fundo. Além disso, foi adotado um novo modelo de crédito que libera recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), aumentando a capacidade dos bancos de oferecer financiamento habitacional.
Do total previsto para ser injetado no setor, cerca de R$ 36,9 bilhões estarão disponíveis de forma imediata. Destes, 80% serão destinados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que oferece juros limitados a 12% ao ano, enquanto os 20% restantes serão para operações fora do SFH, com condições de mercado.
Outra mudança importante está nos prazos dos financiamentos, que foram reduzidos para equilibrar a ampliação do crédito com a sustentabilidade financeira do sistema. Para imóveis até R$ 1 milhão, o prazo será de até 7 anos; para imóveis entre R$ 1 milhão e R$ 2,25 milhões, até 6 anos; e para operações acima desse valor, fora do SFH, o prazo máximo será de 5 anos.
As regras para uso do FGTS permanecem as mesmas: o comprador deve ter pelo menos três anos de trabalho com carteira assinada, não possuir outro financiamento ativo pelo SFH na mesma localidade e comprovar renda compatível. O FGTS pode ser usado como entrada, para amortizar o saldo devedor ou para abater parcelas durante o contrato.
Especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada na análise documental, já que a ampliação do crédito pode aumentar o risco de inconsistências cadastrais ou fraudes. A advogada Siglia Azevedo destaca que “qualquer mudança na regra de utilização do FGTS, principalmente quando falamos de financiamento imobiliário, exige muita cautela” e recomenda buscar orientação técnica especializada.
Com mais flexibilidade no uso do FGTS, maior disponibilidade de crédito e acesso a imóveis de maior valor, o mercado imobiliário deve aquecer, especialmente para a classe média e média-alta. No entanto, é fundamental que os compradores façam simulações detalhadas para avaliar os custos reais do financiamento, já que os juros, mesmo dentro do SFH, continuam elevados.
Essas mudanças representam uma oportunidade para quem deseja realizar o sonho da casa própria, mas também exigem planejamento e cuidado para garantir uma operação segura e vantajosa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



