Neuromonitorização em UTIs neonatais: proteção essencial para o cérebro dos recém-nascidos
Tecnologia avançada permite identificar alterações cerebrais precocemente e prevenir sequelas em bebês vulneráveis
A neuromonitorização neonatal tem se destacado como uma ferramenta fundamental para proteger o cérebro dos recém-nascidos internados em UTIs neonatais, especialmente os prematuros ou com condições clínicas de risco. Segundo dados da assessoria de imprensa do Hospital Geral de Itapevi, o monitoramento contínuo da atividade cerebral permite a identificação precoce de alterações que, se não tratadas rapidamente, podem causar sequelas permanentes.
A médica neonatologista Dra. Marisa Salgado explica que os primeiros dias de vida são cruciais para o desenvolvimento neurológico do bebê, pois o sistema nervoso ainda está em formação. “É um período em que o cérebro está se organizando com muita rapidez. Se esse processo ocorre em condições não fisiológicas, o risco de sequelas futuras aumenta consideravelmente”, afirma. Ela destaca que muitas alterações cerebrais não são visíveis a olho nu, e por isso o monitoramento eletrônico é indispensável para detectar o que o exame físico não revela.
O procedimento utiliza sensores instalados na cabeça do recém-nascido, que captam a atividade elétrica cerebral e enviam os dados para uma central especializada. A equipe acompanha o traçado das ondas cerebrais 24 horas por dia, integrando essas informações com imagens captadas por câmeras no leito. Essa abordagem em tempo real permite uma resposta rápida e precisa da equipe médica, que pode ajustar condutas imediatamente ao identificar qualquer alteração.
Essa tecnologia é especialmente importante em casos de asfixia neonatal, onde a rapidez na decisão terapêutica pode evitar danos irreversíveis. A Dra. Marisa destaca que o monitoramento orienta o momento ideal para iniciar ou ajustar tratamentos como a hipotermia terapêutica. Além disso, a neuromonitorização detecta crises convulsivas silenciosas, comuns em bebês, que dificilmente seriam identificadas sem o equipamento, possibilitando intervenções precoces.
Outro benefício importante é a otimização do cuidado diário, com redução do uso de anticonvulsivantes, minimização da sedação e diminuição do tempo de internação em casos graves. Para a especialista, esse avanço representa um cuidado mais seguro e um aprendizado contínuo para as equipes, fortalecendo protocolos e ampliando a compreensão sobre o comportamento cerebral dos recém-nascidos. “Quanto mais cedo entendemos o que está acontecendo no cérebro, mais eficaz é a nossa capacidade de intervir”, conclui.
O Hospital Geral de Itapevi, gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, reforça seu compromisso com a inovação e a qualidade no atendimento neonatal, contribuindo para a saúde e o desenvolvimento das crianças desde os primeiros dias de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



