Mudanças climáticas e saúde: uma emergência que afeta todas nós

Entenda como a crise climática impacta a saúde da população e o que está sendo feito para enfrentar esse desafio

As mudanças climáticas deixaram de ser apenas um tema ambiental para se tornarem uma verdadeira emergência de saúde pública. Com o encerramento da COP-30, o debate global reforçou a urgência de compreender como as alterações no clima afetam diretamente a saúde da população. Com base em informações da assessoria de imprensa da Inspirali, que contou com a participação da Dra. Marlana Kusama, pediatra e professora, reunimos os principais impactos e desafios dessa crise.

As mudanças climáticas influenciam a saúde humana por meio de diversos fatores, como ondas de calor intensas, aumento da poluição do ar, eventos climáticos extremos, contaminação alimentar e expansão de doenças transmissíveis. Segundo a especialista, estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), do IPCC e do Lancet Countdown indicam que esses impactos crescentes exigem adaptações urgentes para proteger a população.

Um dos riscos mais preocupantes é o surgimento de novos vírus. O aquecimento global altera habitats naturais, estressa ecossistemas e aumenta o contato entre humanos, animais silvestres e vetores, elevando a probabilidade de transmissão de vírus de animais para humanos, o chamado spillover. Embora o risco seja maior, a ocorrência de novos surtos depende também das práticas humanas e da vigilância sanitária.

Doenças já existentes tendem a piorar com o clima. Doenças transmitidas por vetores, como dengue, zika, chikungunya e malária, podem se expandir para regiões antes não afetadas. Já enfermidades relacionadas à água contaminada, como diarreias e leptospirose, aumentam em períodos de enchentes e secas. Além disso, incêndios florestais e poluentes agravam problemas respiratórios e cardiovasculares. O estresse térmico, provocado por ondas de calor, eleva a mortalidade e internações por doenças cardíacas, renais e metabólicas. A saúde mental também sofre, com aumento de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático após eventos extremos.

Para enfrentar esses desafios, a preparação inclui vigilância integrada entre clima, saúde e vetores, fortalecimento dos laboratórios e serviços de saúde, além de protocolos para ondas de calor e enchentes. A redução dos riscos ambientais, como o desmatamento, também é fundamental. Regiões tropicais e subtropicais, especialmente grandes cidades e países de baixa renda, são mais vulneráveis aos impactos climáticos.

Na formação médica, já há uma mudança importante: escolas médicas estão incluindo a “Saúde Planetária” em seus currículos para capacitar futuros profissionais a identificar doenças sensíveis ao clima, manejar casos de calor extremo e atuar na vigilância epidemiológica.

Apesar dessas iniciativas, os sistemas de saúde ainda não estão plenamente preparados para as constantes mudanças climáticas. O financiamento para adaptação é insuficiente, e os indicadores de exposição a calor, poluição e incêndios aumentam mais rápido do que a capacidade de resposta dos países.

Estudos da OMS apontam que entre 2030 e 2050 podem ocorrer 250 mil mortes adicionais por ano relacionadas ao clima. A Lancet Countdown registra aumento global da mortalidade por calor e expansão das áreas adequadas para transmissão de dengue. O IPCC alerta que bilhões de pessoas vivem em regiões altamente vulneráveis. Portanto, as mudanças climáticas já configuram uma emergência de saúde pública que exige ações imediatas para fortalecer sistemas de saúde, prever riscos, educar profissionais e reduzir vulnerabilidades sociais, protegendo a saúde de todas nós hoje e no futuro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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