Medo e desinformação dificultam vacinação de bebês prematuros no Brasil, revela Datafolha
Pesquisa mostra que famílias enfrentam estresse e orientações conflitantes, impactando a proteção dos prematuros
Uma pesquisa recente intitulada “A Proteção aos Prematuros no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido da Sanofi, revelou um cenário delicado para as famílias de bebês prematuros no país. O estudo mostra que a experiência da prematuridade é marcada por medo, preocupação constante e informações contraditórias, fatores que impactam diretamente a vacinação desses bebês, cuja imunidade é ainda mais vulnerável.
De acordo com os dados, 65% dos pais relatam sentir estresse moderado a intenso durante a vacinação dos filhos prematuros. Além disso, 43% receberam orientações conflitantes sobre o processo, o que gera insegurança e pode atrasar a proteção essencial contra doenças graves. Quase metade dos entrevistados tem medo de reações adversas, 24% sentem ansiedade ou nervosismo, e 11% chegam a sentir culpa, acreditando que o bebê sofre com a vacinação.
O infectologista pediátrico Dr. Daniel Jarovsky destaca a importância de acolher esse impacto emocional: “Os pais de prematuros carregam uma memória de fragilidade intensa. Quando chega o momento da vacinação, muitos revivem aquele período crítico. Mas é justamente por terem maior risco de infecções graves que os prematuros precisam ser vacinados no tempo certo e com as recomendações específicas.”
O estudo também identificou que 25% dos pais preferem adiar a vacinação até que o bebê “fique mais forte”, apesar das evidências científicas que indicam a necessidade da proteção precoce. Outro dado preocupante é que 36% acreditam que os prematuros seguem o mesmo calendário vacinal dos bebês nascidos a termo, quando, na verdade, existe um calendário específico recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que considera a idade gestacional e o peso do bebê.
Entre as vacinas indicadas para prematuros está a hexavalente acelular, que protege contra seis doenças graves e apresenta menos reações, sendo disponibilizada no SUS para bebês nascidos antes de 33 semanas ou com menos de 1,5 kg. Além disso, há imunobiológicos como anticorpos monoclonais para proteger contra o vírus sincicial respiratório (VSR), um dos principais causadores de bronquiolite e pneumonia em bebês.
Barreiras práticas também dificultam a vacinação: 75% dos pais enfrentaram obstáculos como falta de vacinas, longas filas, horários incompatíveis e ausência de orientação adequada. A desinformação é outro desafio, já que 24% consideraram as informações recebidas confusas ou inexistentes, e 28% relataram insegurança de profissionais de saúde ao vacinar prematuros.
Os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que oferecem atendimento especializado para grupos vulneráveis, são pouco conhecidos: apenas 39% dos responsáveis conhecem esses serviços, embora 85% dos que os utilizam relatem vacinação ou orientação adequada no local.
Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com, reforça a importância da informação clara e da qualificação dos profissionais: “Quando quase metade das famílias relata ter recebido orientações contraditórias, fica evidente a necessidade de protocolos unificados e qualificação permanente dos profissionais. É papel de toda a rede garantir que nenhum bebê tenha sua proteção atrasada por falta de informação.”
Apesar dos desafios, 58% dos pais afirmam sentir alívio ao entender que estão protegendo seus filhos com a vacinação. Fortalecer esse sentimento é fundamental para transformar a vacinação em um momento de confiança e não de medo.
A pesquisa ouviu 200 pais e mães de bebês prematuros de até 5 anos, de todas as regiões do Brasil, e destaca a importância de políticas públicas e ações educativas para garantir a saúde e o desenvolvimento desses pequenos, que enfrentam riscos maiores desde o nascimento.
No Brasil, o Dia Nacional da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro, e o Novembro Roxo reforçam a conscientização sobre o tema, incluindo direitos como o acompanhamento pós-alta e o calendário especial de imunizações para prematuros.
Este conteúdo foi elaborado com base em dados da assessoria de imprensa, trazendo informações essenciais para mães, familiares e profissionais que acompanham a saúde dos bebês prematuros. Garantir a vacinação adequada é um passo fundamental para proteger a vida e o futuro dessas crianças tão especiais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



