Brasil está entre os países com mais affairs no trabalho, revela pesquisa global

Estudo aponta que 32% dos brasileiros já tiveram relacionamento com colegas e destaca riscos e motivações

Um estudo internacional recente realizado pela plataforma Ashley Madison, em parceria com a YouGov, revelou que o Brasil está entre os países com maior incidência de affairs no ambiente de trabalho. Segundo a pesquisa, 32% dos brasileiros já tiveram ou estão vivendo um relacionamento romântico com um colega de trabalho, um índice que coloca o país empatado em quarto lugar entre 11 nações analisadas.

A pesquisa global mostra que, em média, 31% da população em 11 países admitiu ter misturado negócios com prazer, ou seja, ter se envolvido amorosamente com alguém do ambiente profissional. Entre as faixas etárias, os mais propensos a viver esse tipo de relação estão entre 35 e 44 anos (35%) e 45 a 54 anos (34%). Já os jovens entre 18 e 24 anos apresentam menor índice, com 23%.

O México lidera o ranking com 43%, seguido pela Índia (40%) e Suíça (36%). O Brasil divide a quarta posição com a Austrália (32%), enquanto a Alemanha registra o menor índice, com 23%. A pesquisa também destaca diferenças entre gêneros: 51% dos homens membros do Ashley Madison afirmaram já ter tido um relacionamento no trabalho, contra 36% das mulheres. No entanto, em países como México e Espanha, as mulheres são maioria nesse tipo de relação.

A Dra. Tammy Nelson, terapeuta de casais e consultora do Ashley Madison, explica que o ambiente corporativo moderno é um “verdadeiro catalisador de conexões intensas”. Ela ressalta que o tempo prolongado juntos torna “a linha entre parceria profissional e atração pessoal muito tênue” e que “é justamente o risco que torna tudo tão excitante”.

Apesar da atração, o medo de consequências profissionais e pessoais ainda é um fator limitante para muitos. Cerca de 28% da população geral cita o receio de impactos negativos como motivo para evitar esses relacionamentos. Mulheres demonstram maior preocupação com a carreira, enquanto homens se preocupam mais com desdobramentos pessoais. Entre os usuários do Ashley Madison, o medo de punições, como demissão ou perda de reputação, é o maior freio.

A pesquisa também investigou as motivações para o cadastro na plataforma Ashley Madison, que oferece discrição para quem busca relacionamentos fora do ambiente tradicional. Para 61% dos entrevistados, o sigilo é o principal atrativo, seguido por 57% que buscam pessoas com mentalidade semelhante. Entre as brasileiras, 45% afirmam ter ingressado na plataforma para evitar relacionamentos no trabalho, índice superior ao de outros países.

O levantamento com a população geral foi realizado online entre agosto e setembro de 2025, com mais de 13 mil adultos em 11 países, incluindo Brasil, Austrália, Canadá, Alemanha, Índia, Itália, México, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos. Já a pesquisa com membros do Ashley Madison contou com 3.550 participantes.

Esses dados revelam como a mistura entre vida profissional e amorosa é uma realidade crescente, especialmente no pós-pandemia, trazendo à tona desafios e reflexões sobre os limites entre o pessoal e o profissional. Afinal, como destaca a Dra. Tammy Nelson, “o desejo não bate ponto”, e o ambiente de trabalho segue sendo um terreno fértil para conexões intensas, mesmo que arriscadas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 69 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Conteúdo Adulto

O conteúdo a seguir é destinado ao público adulto.

Ao escolher sim você está declarando ser maior de 18 anos.

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar