Segurança quântica em pauta: Michele Mosca alerta Brasil sobre riscos cibernéticos iminentes

Especialista mundial em criptografia quântica chega ao Brasil para impulsionar a preparação nacional contra ameaças digitais

Com base em informações da assessoria de imprensa, o Brasil recebe em dezembro Michele Mosca, referência mundial em segurança quântica, para uma série de compromissos que incluem sua participação no evento Quantum Business, nos dias 9 e 10, no SENAI CIMATEC, em Salvador. A visita ocorre em um momento crucial, em que governos e empresas aceleram a discussão sobre os riscos cibernéticos associados ao avanço dos computadores quânticos.

O ano de 2025 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica, destacando a importância dessa revolução tecnológica que promete transformar setores inteiros e alterar profundamente a segurança digital como a conhecemos. Michele Mosca é cofundador da evolutionQ, empresa líder global em soluções de cibersegurança preparadas para a era quântica, oferecendo tecnologias como criptografia pós-quântica (PQC) e distribuição quântica de chaves (QKD).

Mosca é também o criador da “Desigualdade de Mosca”, uma ferramenta adotada internacionalmente para ajudar organizações a determinar o momento ideal para iniciar a migração para sistemas de segurança digital resistentes à computação quântica. Segundo ele, a questão não é mais se a computação quântica será capaz de quebrar a criptografia atual, mas quando isso acontecerá.

A computação quântica, que antes parecia distante, avança rapidamente. Pesquisadores de gigantes tecnológicos como Google, IBM e Microsoft já afirmam que seus processadores quânticos realizam cálculos em minutos que supercomputadores levariam trilhões de anos para concluir. Essa capacidade traz oportunidades, mas também riscos urgentes, especialmente para setores estratégicos como bancos, telecomunicações, energia, portos, aeroportos, óleo e gás, além de instituições que armazenam dados sensíveis de longo prazo.

Dados roubados hoje podem ser armazenados para serem decifrados futuramente, uma prática já identificada em vários países. Por isso, a transição para uma infraestrutura digital segura exige planejamento, atualização constante dos sistemas, testes e adoção de novos padrões internacionais de criptografia resistentes à computação quântica. Mosca alerta que esperar a maturidade completa da tecnologia para iniciar essa migração seria um erro estratégico.

Durante sua passagem pelo Brasil, além do Quantum Business, Michele Mosca terá encontros em São Paulo para discutir desafios técnicos e estratégias para adaptar as infraestruturas críticas brasileiras a esse novo cenário. O evento em Salvador, promovido pelo QuIIN do SENAI CIMATEC, visa conectar startups, empresas e o ecossistema de inovação, posicionando o Brasil na vanguarda das tecnologias quânticas e ampliando sua capacidade de inovação e soberania tecnológica.

A visita de Michele Mosca representa uma oportunidade estratégica para o Brasil acelerar sua modernização digital, fortalecer sua resiliência contra ataques cibernéticos e ocupar um papel ativo na construção da economia quântica global. A mensagem do especialista é clara: a preparação precisa começar agora.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 75 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar