Por que as escolhas das mães famosas geram tanta polêmica nas redes sociais? Psicóloga explica

Entenda como expectativas históricas e cobranças sociais afetam a saúde emocional das mulheres na maternidade

As escolhas das mães famosas frequentemente se tornam alvo de críticas intensas nas redes sociais, e isso não é por acaso. Segundo dados fornecidos por assessoria de imprensa, casos recentes envolvendo influenciadoras digitais como Virgínia Fonseca, Viih Tube, Ary Mirelle e Lorena Maria evidenciam um padrão: decisões cotidianas relacionadas à maternidade, como amamentar, viajar, descansar ou dividir a rotina com babás, rapidamente viram tema de debate público. A psicóloga perinatal Profª. Dra. Rafaela Schiavo, do Instituto MaterOnline, explica que essa vigilância sobre as mães tem raízes históricas profundas e impactos significativos na saúde emocional feminina.

De acordo com Rafaela, a cobrança sobre as mulheres não é um fenômeno novo. “Ela vem de uma maternidade compulsória construída historicamente. A ideia de que a mãe deve dar conta de tudo sozinha foi sendo passada de geração em geração”, detalha a especialista. Essa expectativa reforçada ao longo dos séculos ainda molda o que se espera do comportamento materno, inclusive nas redes sociais, onde a exposição é constante.

Além disso, a psicóloga destaca uma disparidade clara no julgamento entre homens e mulheres. “Quando um homem viaja, trabalha mais ou sai para descansar, isso é visto como normal. Quando uma mulher faz o mesmo, surge a crítica. É uma cobrança que recai sobre elas desde muito cedo.” Essa diferença decorre do imaginário social que coloca a mãe como responsável central pelos cuidados dos filhos, enquanto o pai é visto principalmente como provedor.

Essa pressão constante afeta diretamente a autoestima e o bem-estar emocional das mulheres. Rafaela alerta que mais da metade das mulheres enfrenta problemas de saúde mental devido a essa cobrança exaustiva, que envolve equilibrar trabalho, casa, filhos, corpo e alimentação. “Quando não conseguem corresponder ao que acreditam que deveriam fazer, surge a culpa”, explica.

No período perinatal, essa vulnerabilidade é ainda maior. Críticas sobre “descansar demais”, “sair sem os filhos” ou “dividir tarefas” podem impactar profundamente mães já sobrecarregadas. A psicóloga enfatiza que esses momentos de pausa e lazer são essenciais para a saúde mental feminina. “Homens têm mais abertura para o lazer. Para as mulheres, cada espaço de descanso funciona como fator de proteção. A pressão da maternidade é enorme, e elas têm pouca margem para respirar.”

Rafaela reforça que a culpa materna é uma construção social, alimentada por expectativas irreais e idealizações que não correspondem à realidade. “A maternidade não pode ser guiada pela opinião das redes sociais. A mulher precisa sustentar suas decisões a partir da história dela, não do julgamento de terceiros.”

Para lidar com críticas e preservar a saúde emocional, a psicóloga recomenda: definir limites sobre o que compartilhar nas redes, separar opiniões alheias dos próprios desejos, buscar apoio psicológico perinatal (disponível pelo SUS e planos de saúde), observar sinais de sobrecarga como irritabilidade e insônia, preservar momentos de descanso, entender a influência das expectativas familiares e identificar crenças internalizadas sobre a “boa mãe perfeita”.

Esse cuidado é fundamental para que a maternidade seja vivida de forma mais saudável e menos permeada por cobranças externas, promovendo o bem-estar das mulheres e de suas famílias.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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