Eventos 2026: A Emoção como Pilar, Tecnologia Sensível e Experiências Significativas
Como o mercado de eventos corporativos está se transformando para criar conexões verdadeiras e impactar além do visual
O mercado de eventos corporativos está pronto para 2026 com um novo imperativo: não basta reunir pessoas — é preciso sensibilizar pessoas. Em um mercado movido por transformações em tempo real, tecnologia avançada e métricas cada vez mais exigentes, cresce uma busca que parece simples, mas é profundamente humana: experiências que façam sentido.
Esse movimento representa mais do que uma tendência. É uma mudança de mentalidade. Vivemos um momento de excesso: de informação, de estímulos, de velocidade. As pessoas chegam aos eventos com a expectativa de sentir algo verdadeiro. Quando conseguimos isso, criamos um ponto de virada — e é nesse encontro que nasce valor real.
O mercado caminha para um modelo em que tecnologia e emoção deixam de ser polos opostos. Em 2026, a tecnologia se torna instrumento de aprofundamento e interação — não de distração. Tecnologia não é sobre brilhar. É sobre aproximar. É sobre fazer alguém se perceber dentro da história que a marca quer contar. Se não houver sensibilidade, não há impacto — por mais avançados que sejam os recursos.
Essa mudança traz outra consequência importante: a necessidade de mensuração mais humana. Além de mapas de calor, análise de fluxo e engajamento em tempo real, cresce a busca por indicadores que captam nuances emocionais: permanência voluntária, reações espontâneas, memórias criadas e impacto pós-evento. O ROI que realmente importa é o que a pessoa leva quando vai embora. Medimos números, claro. Mas números só valem quando confirmam algo maior: que a experiência tocou alguém.
Essa visão também redefine a forma de criar ambientes. Em vez de estruturas grandiosas apenas pelo efeito visual, o foco passa a ser experiências sensoriais que desenvolvem narrativa e despertam sentimentos. Um evento pode ser enorme ou pequeno. O que importa é a intenção. É o cuidado com o cheiro, a luz, a temperatura, o som, o olhar de quem recebe. São esses detalhes que se tornam memória — e memória é o maior ativo de um evento.
A sustentabilidade, por sua vez, deixa de ser protocolo e entra no centro da estratégia. O público — e as empresas — exigem responsabilidade concreta: reuso inteligente, materiais de menor impacto, eficiência energética e processos transparentes, que vão desde o briefing até o prazo de pagamento do ecossistema. Sustentabilidade não é acessório. É compromisso. E os clientes passaram a olhar isso com a mesma seriedade que olham criatividade e orçamento.
Para 2026, os grandes projetos seguem se transformando. O tamanho deixa de ser protagonista e dá lugar a propósito e profundidade. A grandiosidade está mudando de forma. A beleza não está mais na altura da estrutura, mas na presença do público. Está na coragem de criar algo honesto. Quando existe verdade, a experiência se transforma — e transforma quem vive.
Por Meire Medeiros
CEO e fundadora do Grupo MM Eventos
Artigo de opinião



