Roseana Sarney e o câncer de mama triplo-negativo: a importância do diagnóstico precoce
Tratamento agressivo e avanços na oncologia reforçam a necessidade de exames regulares e cuidado integral
Roseana Sarney, deputada de 72 anos, revelou publicamente seu diagnóstico de câncer de mama triplo-negativo, um subtipo raro e agressivo da doença, identificado durante um check-up após sintomas inespecíficos, como perda de peso. A descoberta ocorreu em agosto deste ano, quando a mamografia feita no início da internação apontou a presença do tumor. “Assim que terminou [os exames], pediram para repetir mais uma vez. Achei estranho. Quando subi no quarto, os médicos estavam todos lá para me dar a notícia. Em seguida passei por outros exames que indicaram que não havia metástase”, relatou ela em entrevista ao O Globo.
O tratamento de Roseana envolve ciclos semanais de quimioterapia combinados com imunoterapia, além de internações programadas para controle dos efeitos colaterais. A deputada compartilhou sua experiência com os sintomas do tratamento: “Estou com uma coceira que é uma tortura. Minha pele está toda manchada. Os sintomas são mais leves pela manhã, na parte da tarde ficam mais fortes”.
Especialistas da Oncoclínicas reforçam que o caso de Roseana destaca a importância do diagnóstico precoce e da investigação de sintomas aparentemente inespecíficos. A mamografia é o exame mais eficaz para o rastreamento do câncer de mama, capaz de detectar tumores em estágios iniciais, muitas vezes imperceptíveis ao toque. A recomendação é que a mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos, ou antes, em casos de maior risco, como histórico familiar ou testes genéticos positivos. Nesses casos, a ressonância magnética das mamas pode ser um exame complementar.
“A mamografia continua sendo o exame mais importante no rastreamento do câncer de mama. Ela permite identificar alterações ainda silenciosas e oferece a possibilidade de intervenções menos agressivas e mais efetivas”, explica Luciana Landeiro, oncologista da Oncoclínicas. No entanto, o Brasil enfrenta desafios no acesso a esse exame, especialmente fora dos grandes centros urbanos. Segundo o estudo AMAZONA, mais de 70% dos diagnósticos no país ocorrem em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e eleva os custos do tratamento.
“O acesso ao rastreamento é uma questão central. Precisamos ampliar a oferta de mamógrafos e garantir que todas as pessoas em risco tenham condições de realizar o exame. Essa é uma das chaves para mudar a realidade atual e reduzir a mortalidade pela doença”, destaca Guilherme Novita, mastologista da Oncoclínicas.
Além da detecção precoce, o cuidado com o paciente deve ser integral, considerando não apenas o tumor, mas também o acolhimento emocional. “O tratamento não deve focar apenas no tumor, mas na pessoa como um todo. Um cuidado humanizado promove melhor adesão às terapias e garante mais qualidade de vida durante toda a jornada”, afirma Landeiro.
Os avanços recentes na oncologia, apresentados no congresso ASCO 2025, indicam um futuro promissor para o tratamento do câncer de mama, com terapias mais personalizadas, monitoramento precoce da resistência aos medicamentos e opções que podem substituir a quimioterapia tradicional em alguns casos. Entre as inovações, destaca-se a biópsia líquida, um exame de sangue que identifica mutações no tumor antes da progressão visível por imagem, permitindo ajustes rápidos no tratamento.
No câncer de mama triplo-negativo, a combinação de anticorpos conjugados a drogas com imunoterapia tem mostrado ganhos importantes no controle da doença, abrindo novas possibilidades para pacientes com opções limitadas até então.
“Estamos diante de uma mudança de paradigma. Quanto mais conseguimos individualizar os tratamentos, maior a chance de oferecer não apenas eficácia, mas também qualidade de vida. O futuro do cuidado às pessoas com câncer de mama é guiado pela ciência, mas também pelo olhar humano, que considera o impacto do tratamento no dia a dia de cada pessoa”, conclui Luciana Landeiro.
Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa da Oncoclínicas, destacando a relevância do diagnóstico precoce e do tratamento humanizado no combate ao câncer de mama.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



