Ana Fontes destaca na Câmara a urgência de políticas para o avanço do empreendedorismo feminino

No Dia do Empreendedorismo Feminino, líder da RME alerta para barreiras estruturais e reforça papel das mulheres na economia

No Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME), fez um pronunciamento impactante na Câmara dos Deputados, em Brasília. Em sua fala, Ana destacou as desigualdades que ainda travam o crescimento das mulheres no ambiente de negócios e reforçou que a transformação necessária não pode depender apenas do esforço individual das empreendedoras.

“Se somos tantas, por que não avançamos na mesma velocidade em escala, faturamento e impacto econômico? A resposta é clara: porque ainda enfrentamos gargalos estruturais que limitam o nosso potencial”, afirmou Ana Fontes. Ela ressaltou que, apesar do número expressivo de mulheres empreendedoras, os obstáculos estruturais impedem que elas atinjam todo o seu potencial econômico.

A RME, maior rede de apoio ao empreendedorismo feminino no Brasil, conecta cerca de três milhões de mulheres em todo o país, oferecendo educação, formação, mentoria e acesso a recursos financeiros. Com 15 anos de atuação, a organização tem colocado o tema do empreendedorismo feminino no centro das discussões nacionais.

Durante o pronunciamento, Ana reforçou a importância de uma ação coordenada entre o poder público e a iniciativa privada para superar esses desafios. “A mudança não pode depender só do esforço individual das empreendedoras. É preciso coordenação, coragem institucional e políticas consistentes.” Entre as soluções apresentadas, ela destacou políticas de compras públicas inclusivas, cadeias de valor que integrem mulheres, modelos de crédito adaptados à realidade feminina e infraestrutura de cuidado, lembrando que “a sobrecarga das mulheres é, sim, uma questão econômica.”

Ao concluir, Ana Fontes enfatizou o papel estratégico das mulheres na economia brasileira: “Não tratem as mulheres empreendedoras como um projeto social. Enxerguem as mulheres como o que realmente somos: motor de inovação, desenvolvimento e prosperidade para este País.” Para ela, a construção de uma sociedade justa e inclusiva depende da criação de condições dignas e oportunidades reais para as mulheres, que representam a maioria da população e sustentam milhões de lares.

Além do pronunciamento, a RME preparou uma agenda intensa para novembro, incluindo o lançamento da pesquisa “Empreendedoras e Seus Negócios 2025” e do fundo de crédito orientado FIRME, que disponibiliza R$ 2,5 milhões para apoiar pequenos negócios liderados por mulheres. O mês também conta com eventos como workshops, encontros online e presenciais, e o tradicional Café com Empreendedoras, que acontece em diversos estados, fortalecendo a rede de apoio.

“Ao avançar no empreendedorismo feminino, avançamos no desenvolvimento do país. Os desafios que as mulheres enfrentam, como acesso a crédito, capacitação e redes de apoio, precisam estar no centro das políticas públicas. É fundamental que o poder público e a iniciativa privada atuem juntos para garantir condições mais justas e ampliar as oportunidades para milhões de brasileiras”, conclui Ana Fontes.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Rede Mulher Empreendedora (RME).

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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