Pavilhões Brasil na COP30 destacam ações nacionais contra a mudança do clima

Espaços em Belém reúnem debates sobre estratégias brasileiras para enfrentar a crise climática até 2035

Na última segunda-feira, 10 de novembro, foram inaugurados os Pavilhões Brasil nas Zonas Azul e Verde da COP30, realizada em Belém (PA). Coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), esses espaços funcionam como pontos de convergência para a comunidade brasileira e internacional, promovendo debates e apresentações sobre as iniciativas do país para combater a mudança do clima. A programação segue até 21 de novembro, com 286 painéis distribuídos entre as duas zonas.

Os Pavilhões Brasil são palco para discussões sobre os 30 objetivos estratégicos da Agenda de Ação Climática, a atualização da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) e o Plano Clima — instrumentos centrais da estratégia nacional para enfrentar a crise climática. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou a importância desses espaços: “Esse espaço vai ser o nosso parlamento. Vamos ter debates das mais variadas questões e temas dos mais diversos setores da sociedade. Eles são uma espécie de fonte que retroalimenta o processo da negociação.”

Além da ministra Marina Silva, estiveram presentes na inauguração da Zona Azul a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, que destacou o protagonismo de mulheres, jovens, povos indígenas, agricultores familiares e moradores das periferias urbanas no enfrentamento à mudança do clima. Ela lembrou que, pela primeira vez, uma COP conta com a participação de mais de 400 indígenas e que foi construída uma “aldeia” chamada de coração da COP, representando os guardiões da vida e da biodiversidade.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, ressaltou o simbolismo de sediar o evento na Amazônia, destacando a oportunidade para o mundo compreender o papel do Brasil nas soluções climáticas. Já o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ampliou o foco para além da Amazônia, enfatizando a importância de incluir regiões como a Caatinga e o Sertão nas discussões sobre adaptação e justiça climática.

Na Zona Verde, aberta ao público e sem restrições de circulação, o destaque foi a governança do Plano Clima brasileiro, que orientará as ações do país até 2035. O plano está em fase final de validação após dois anos de elaboração participativa e será fundamental para implementar as metas de adaptação e mitigação da nova NDC. A iniciativa envolve três câmaras técnicas ligadas ao Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), presidido pela Casa Civil e com o MMA na secretaria-executiva.

A programação dos Pavilhões Brasil, coordenada pelo MMA, reúne representantes do governo, setor privado, academia, sociedade civil e movimentos sociais, fortalecendo o compromisso conjunto para a implementação das decisões climáticas. Como destacou Marina Silva, “Já decidimos, ao longo desses 33 anos, muita coisa, mas, infelizmente, não temos a implementação suficiente. Agora é a COP da implementação, tem que ser a COP da verdade.”

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Presidência da República, refletindo as principais iniciativas e debates do Brasil na COP30 para enfrentar a emergência climática global.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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