Negros com mais de 50 anos representam 31,5% dos afroempreendedores no Brasil
A trajetória inspiradora de Andreia Fernandes mostra como capacitação impulsiona negócios e transforma vidas
Dados recentes da assessoria de imprensa revelam que negros com mais de 50 anos já representam 31,5% dos afroempreendedores brasileiros, um grupo significativo dentro dos 16 milhões de afroempreendedores no país, segundo o Sebrae. Essa estatística destaca a força e a resiliência dessa geração que, mesmo diante de desafios, busca reinventar sua trajetória profissional e empreendedora.
Um exemplo inspirador é a história de Andreia Fernandes, mulher negra com mais de 50 anos que iniciou sua jornada no empreendedorismo há duas décadas, montando uma gráfica rápida com o marido em São Paulo. Com o avanço tecnológico, o negócio precisou se reinventar, e o casal decidiu investir no setor de energia solar, área em que Andreia assumiu a gestão administrativa enquanto o marido, recém-formado em engenharia elétrica, cuidava da parte técnica.
No entanto, Andreia enfrentou preconceito logo em uma reunião com clientes, quando foi ignorada por ser mulher e teve sua função desvalorizada. Esse episódio foi um ponto de virada: “Os homens que estavam na reunião me olharam como se eu não merecesse estar ali. Eu voltei pra casa e chorei. No dia seguinte, procurei um curso no Senai para entender a área técnica da elétrica.” Ela foi a única mulher na turma inicial, mas logo outras se juntaram, e seu professor a incentivava a seguir na área elétrica, onde acabou se apaixonando pela profissão.
Andreia concluiu o curso de instaladora eletricista e depois se formou como Técnica Eletrotécnica, sendo a única mulher da turma. Atualmente, ela está à frente da empresa RF Energi Solar, especializada em instalação de placas solares, e participa ativamente de iniciativas sociais e ambientais, como o projeto Mulheres Trabalhando no Telhado, que apoia mulheres em situação de vulnerabilidade.
Em 2023, Andreia também participou do Salto Aceleradora, programa do Salto Inclusão Produtiva que oferece capacitação para micro e pequenos negócios. Ela conta que o curso foi um divisor de águas: “Minha vida deu um salto de verdade, foi um marco na minha história. Expulsei a impostora da minha mente e comecei a acelerar minha carreira. Hoje me sinto confiante pessoal e profissionalmente.”
O Salto Inclusão Produtiva, que já impactou mais de 10.600 empreendedores em todo o Brasil, é referência em inclusão produtiva e tem como missão empoderar micro e pequenos empreendedores, especialmente mulheres negras, refugiados e pessoas de territórios periféricos. Para Camila Oliveira, gestora do programa, “fomentar o desenvolvimento de empreendedoras negras é uma questão de justiça econômica e também de inteligência social.”
Além do Salto Aceleradora, o Salto Inclusão Produtiva desenvolve outras iniciativas, como o Circulare e a Chamada de Impacto, e mantém parcerias com grandes empresas e instituições para ampliar o acesso a recursos e capacitação para empreendedores em situação de vulnerabilidade.
A trajetória de Andreia Fernandes e o crescimento dos afroempreendedores 50+ mostram que a idade não limita o potencial de inovação e liderança, e que investir em capacitação é fundamental para transformar desafios em oportunidades de sucesso e impacto social.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



