La Niña e saúde: entenda por que o fenômeno aumenta gripes e dores de garganta

Saiba como as mudanças climáticas do La Niña afetam a saúde respiratória e como se proteger neste período

O fenômeno climático La Niña está influenciando diretamente a saúde da população brasileira, especialmente no que diz respeito ao aumento dos casos de gripes, resfriados e dores de garganta. Segundo comunicado da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o La Niña, caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve afetar o Brasil até fevereiro de 2026, provocando variações bruscas de temperatura e ar seco, condições que favorecem a proliferação de vírus respiratórios.

O otorrinolaringologista Dr. Fabrizio Romano explica que “o ar mais frio e seco, típico de períodos de La Niña em certas regiões, agride diretamente as vias aéreas. Nossas mucosas, que são a primeira barreira de defesa do corpo, ficam ressecadas e mais vulneráveis à entrada de vírus e bactérias.” Por isso, fortalecer a imunidade torna-se fundamental para evitar infecções respiratórias nesse período.

Os efeitos do La Niña variam conforme a região do Brasil. No Sul, a previsão é de longos períodos de seca severa, o que deixa o ar ainda mais seco, aumentando o risco de doenças respiratórias. No Sudeste e Centro-Oeste, o deslocamento inesperado de frentes frias traz quedas de temperatura e chuvas intensas fora de época, favorecendo a permanência em ambientes fechados e, consequentemente, a transmissão de vírus. Nas regiões Norte e Nordeste, o aumento no volume de chuvas e frentes frias mais frequentes também contribuem para a circulação de agentes infecciosos.

Para se proteger, o especialista recomenda cuidados que fortalecem a imunidade, como manter uma alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática regular de exercícios físicos e sono de qualidade. Caso os sintomas apareçam, o foco deve ser o alívio do desconforto com repouso, uso de analgésicos e antitérmicos para controlar febre e dores, além de pastilhas anti-inflamatórias para dor de garganta, que ajudam a reduzir a inflamação local e proporcionam alívio prolongado da dor.

É importante destacar que antibióticos não são indicados para infecções virais, como gripes e resfriados. Seu uso incorreto pode aumentar a Resistência Antimicrobiana (RAM), considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das maiores ameaças à saúde pública global. O uso de antibióticos deve ser sempre orientado por um profissional de saúde, após diagnóstico preciso.

Por fim, é fundamental monitorar sinais de alerta, como falta de ar ou febre persistente, e buscar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados. Com atenção e cuidados simples, é possível enfrentar o período do La Niña com mais saúde e bem-estar.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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