Homens ainda resistem a buscar informações sobre câncer de próstata, revela pesquisa

Dados inéditos da Doctoralia mostram que familiares são essenciais para quebrar o tabu masculino

Uma pesquisa inédita realizada pela Doctoralia, plataforma que conecta pacientes a profissionais de saúde, revelou que os homens brasileiros ainda enfrentam grande resistência para buscar informações sobre o câncer de próstata, um dos tipos mais comuns da doença no país. O levantamento analisou 3.327 perguntas feitas na seção “Pergunte ao Especialista” entre 2013 e 2025 e trouxe dados importantes para o Novembro Azul, mês dedicado à conscientização da saúde masculina.

Segundo a pesquisa, apenas 25,6% das perguntas foram feitas pelos próprios pacientes, enquanto 12,8% vieram de familiares ou amigos, evidenciando que muitos homens dependem de “mediadores” para romper o silêncio e buscar ajuda. A maioria das dúvidas (61,6%) foi feita de forma anônima, com o uso de linguagem técnica, o que reforça o tabu que ainda envolve o tema.

Os dados mostram que as preocupações dos homens vão muito além do diagnóstico. Quase metade das perguntas (49,3%) está relacionada à qualidade de vida e ao impacto do tratamento na função sexual, enquanto 31,6% focam em questões sobre diagnóstico. Entre os principais temas estão o tratamento (32%), o diagnóstico (31,6%), o impacto na masculinidade (17,3%) e o pós-tratamento (17,3%). Já as dúvidas sobre prevenção representam apenas 2,5% do total, um número preocupante que indica a necessidade de maior foco em ações preventivas.

Flávia Soccol, Head de Patient Care da Doctoralia, comenta que “os dados mostram que, além do medo do diagnóstico, os homens têm grande preocupação com o impacto da doença e do tratamento na vida sexual. Essa ansiedade em torno da masculinidade ainda é uma barreira importante na busca por prevenção”. Ela também destaca o comportamento em relação às campanhas de conscientização: “Embora o foco esteja em novembro, as buscas aumentam em dezembro, indicando que as ações efetivas acontecem apenas depois do alerta inicial”.

A análise identificou quatro perfis comportamentais entre os homens que buscam informações: o Resistente (61,6%), que evita se identificar; o Mediado (12,8%), com familiares perguntando por ele; o Investigador (25,6%), que busca dados diretamente; e o Preocupado com Performance (17,3%), focado nos impactos do tratamento na vida sexual.

Apesar dos avanços na conscientização, a pesquisa reforça que o tabu ainda é um dos maiores inimigos da prevenção do câncer de próstata. A detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, e o diálogo aberto com o médico deve ser incentivado. “Falar sobre saúde é um ato de coragem, não de fraqueza”, conclui Flávia Soccol.

Esses dados, fornecidos pela assessoria de imprensa da Doctoralia, são um importante alerta para que a sociedade e os próprios homens superem o silêncio e priorizem a saúde masculina, especialmente no que diz respeito ao câncer de próstata.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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