COP30: Vozes da Amazônia unem forças por justiça climática e territorial
Povos indígenas, juventudes, cientistas e comunidades afrodescendentes apresentam soluções para a crise climática na COP30 em Belém
Na COP30, realizada em Belém, a diversidade de vozes da Amazônia ganha destaque ao apresentar propostas concretas para enfrentar a crise climática. Lideranças indígenas, jovens ativistas, cientistas e comunidades afrodescendentes reforçam que a justiça climática está intrinsecamente ligada à justiça territorial, racial e ecológica, apontando caminhos para uma transição justa e sustentável a partir dos territórios amazônicos.
A Aliança Amazônica pela Redução dos Impactos da Mineração (AARIMO), formada por lideranças indígenas de países como Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, destaca a luta contra o uso do mercúrio e a mineração ilegal de ouro, que causam graves impactos às comunidades e ecossistemas. Na COP30, o grupo defende a eliminação da produção global de mercúrio e a promoção de alternativas econômicas sustentáveis na região.
O Movimento Juventude “Life of Pachamama” reúne jovens indígenas, afrodescendentes e ativistas ambientais que apresentam uma agenda coletiva focada em justiça racial, social e territorial. Entre os principais pontos estão a transição energética justa, o reconhecimento legal dos territórios tradicionais, a proteção dos defensores ambientais e o reconhecimento do ecocídio como crime internacional.
Organizações indígenas da Colômbia, como CNTI e ONIC, propõem que os territórios sejam o pilar central da ação climática, defendendo financiamento direto para povos indígenas, transição justa e proteção dos defensores ambientais. Destacam ainda a expedição “La Flotilla”, uma jornada de 3.000 km até Belém, e a campanha “Territórios Indígenas como Ação Climática”, que une espiritualidade, comunicação e política para reforçar que não há justiça climática sem justiça territorial.
A Coalizão Científica pela Conectividade Amazônica, formada por AAA, ANA, RAISG e o Painel Científico para a Amazônia (SPA), apresenta um relatório que evidencia a perda de conectividade ecológica em 23% da Amazônia. O estudo alerta para a importância vital de proteger os fluxos entre florestas, rios e comunidades para o equilíbrio climático global, destacando a conectividade ecológica como peça-chave ausente nas negociações climáticas globais.
Por fim, a Coalizão Internacional de Povos Afrodescendentes da América Latina e Caribe (CITAFRO) lança uma iniciativa diplomática inédita para incluir o reconhecimento formal dos povos afrodescendentes no regime climático global da ONU. O grupo ressalta o papel estratégico dos territórios afro-amazônicos e quilombolas na conservação da biodiversidade e no combate ao desmatamento, defendendo o acesso igualitário a recursos, decisões e financiamentos climáticos.
Essas iniciativas, reunidas na COP30, mostram que a transformação da Amazônia em protagonista da governança climática é possível e necessária, reforçando que a defesa dos territórios e das comunidades tradicionais é fundamental para uma transição justa e sustentável.
Conteúdo produzido com dados da assessoria de imprensa.
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