Autismo e Vínculos Familiares: Como a Abordagem Sistêmica Transforma Relações e Desenvolvimento
Entenda a importância do olhar sistêmico no autismo e o papel fundamental dos pais no processo terapêutico
Com base em dados da assessoria de imprensa do Centro de Excelência em Constelações Sistêmicas (CECS), a fonoaudióloga e mestre em Educação Arlete De Gasperin apresentou uma abordagem inovadora sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) que valoriza os vínculos familiares como elementos essenciais para o desenvolvimento da criança. Em uma live realizada em 3 de novembro de 2025, Arlete destacou que o foco não está em “curar o autismo, mas de restaurar o fluxo de vida no sistema familiar”, ampliando o olhar terapêutico para além do diagnóstico.
Arlete, referência nacional em Constelações Familiares aplicadas ao autismo, desenvolveu o método Dinâmica para Integração Familiar Interna (DIFI), fruto de sua pesquisa com famílias de crianças autistas. O método parte da premissa de que a criança pode manifestar, por meio do comportamento e do corpo, conflitos e exclusões presentes no sistema familiar. Assim, trabalhar com os pais torna-se fundamental para promover transformações significativas nas crianças, já que eles são os vetores da vida e carregam a força de reorganização do sistema.
Durante a live, foram exibidos depoimentos emocionantes de mães que participaram do projeto social coordenado por Arlete. Uma delas relatou avanços notáveis no desenvolvimento emocional do filho após a vivência com as Constelações Familiares, ressaltando que o trabalho não é direcionado diretamente à criança, mas à família como um todo. Outro relato evidenciou como a experiência transformou a percepção dos pais sobre o autismo, promovendo uma aceitação mais suave e humana do diagnóstico e do processo terapêutico.
A mediadora Jacqueline Texeira ressaltou a importância do acolhimento emocional dos pais, que muitas vezes assumem funções operacionais e não têm espaço para expressar a dor e o luto simbólico pela perda do filho idealizado. Arlete reforçou que o trabalho terapêutico busca restaurar a presença dos pais, auxiliando-os a lidar com traumas e a se conectar com o filho real, promovendo uma reorganização emocional que beneficia toda a família.
O projeto social iniciado em 2019, mesmo diante de resistência institucional, mostrou resultados positivos e gerou o livro “Autismo: Relatos de Pais – Da Ausência à Presença”, publicado em seis idiomas e disponível em formato audiobook. A obra é uma ponte entre ciência, experiência e amor, e segue sendo um instrumento de transformação para famílias em todo o mundo.
Essa abordagem sistêmica evidencia que o autismo não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento que demanda escuta singular e acolhimento integral da família. O olhar para os vínculos e o pertencimento familiar abre caminhos para que a criança com TEA possa se desenvolver com mais equilíbrio emocional e qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



