Estudo NATALEE reforça redução do risco de recidiva no câncer de mama inicial RH+/HER2-

Dados de 5 anos apresentados na ESMO 2025 mostram eficácia duradoura da combinação ribociclibe e terapia endócrina

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Dados recentes apresentados durante o Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO 2025) trouxeram esperança para milhares de mulheres diagnosticadas com câncer de mama inicial RH+/HER2-. O estudo de fase III NATALEE, que acompanhou pacientes por quase cinco anos, demonstrou que a combinação do medicamento ribociclibe com terapia endócrina reduz significativamente o risco de recidiva da doença.

O tratamento com ribociclibe, um inibidor seletivo da quinase dependente da ciclina 4 e 6 (CDK4/6), mostrou uma redução de 28% no risco de recorrência do câncer de mama, efeito que se manteve mesmo após o término do tratamento. Essa eficácia foi observada em diferentes perfis de pacientes, incluindo aquelas sem comprometimento linfonodal, grupo que tradicionalmente possui opções limitadas no cenário adjuvante.

Além da redução no risco de recidiva, o estudo apontou uma tendência de melhora na sobrevida global, com uma redução de 20% no risco de morte em comparação ao tratamento isolado. Também foi registrada uma diminuição de quase 30% no risco de recorrência com metástase. Importante destacar que, mesmo dois anos após o fim do tratamento, ribociclibe manteve um perfil de segurança estável, sem novos efeitos adversos relevantes.

O NATALEE é o maior estudo que avaliou pacientes com câncer de mama inicial RH+/HER2- em estágio II e III de alto risco, incluindo mais de 5.101 pacientes de 20 países. As pacientes receberam terapia endócrina baseada em inibidor de aromatase, como anastrozol ou letrozol, associada a goserelina quando aplicável. O desfecho primário foi a sobrevida livre de doença invasiva, que confirmou o benefício sustentado da combinação terapêutica.

Ribociclibe já é aprovado para o tratamento do câncer de mama metastático em 99 países, com comprovação de sobrevida global em três grandes estudos clínicos (MONALEESA-2, MONALEESA-3 e MONALEESA-7). O MONALEESA-2, por exemplo, registrou a maior média de sobrevida global já observada em câncer de mama avançado RH+/HER2-, ultrapassando cinco anos.

Segundo Lenio Alvarenga, diretor médico da Novartis, “para milhares de mulheres diagnosticadas com câncer de mama inicial, o medo da recidiva é constante. Esses resultados de cinco anos mostram que é possível oferecer às pacientes maior chance de permanecerem livres da doença”.

Esses avanços reforçam a importância da pesquisa clínica contínua e o compromisso em ampliar as opções de tratamento para pacientes com câncer de mama inicial RH+/HER2-, impactando positivamente toda a jornada da paciente com a neoplasia.

Este conteúdo foi elaborado com base em dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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