Congelamento de óvulos antes da quimioterapia: mitos, verdades e avanços essenciais
Entenda o que o procedimento realmente oferece para mulheres com câncer e como a ciência tem evoluído para preservar a fertilidade
O congelamento de óvulos antes da quimioterapia é uma esperança para muitas mulheres diagnosticadas com câncer, mas ainda é cercado por dúvidas e informações equivocadas. Com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa do Grupo Huntington, referência nacional em medicina reprodutiva, esclarecemos os principais mitos e verdades sobre esse procedimento vital.
O Dr. Mauricio Chehin, especialista em reprodução assistida, destaca que “o congelamento de óvulos é uma ferramenta poderosa de preservação da fertilidade, mas não é uma garantia de gravidez futura”. Segundo a American Society for Reproductive Medicine (ASRM), a taxa de nascimento vivo por óvulo congelado varia entre 2% e 12%, dependendo da idade da paciente no momento do congelamento. Por exemplo, mulheres com menos de 35 anos que congelam 15 óvulos têm cerca de 70% de chance de ter um bebê no futuro, enquanto com 25 óvulos essa probabilidade sobe para 95%. Já aos 38 anos, as chances caem para 30-40% com a mesma quantidade de óvulos.
Um dos mitos mais comuns é a ideia de que “qualquer quantidade de óvulos é suficiente”. Na prática, para pacientes oncológicas, o ideal é coletar pelo menos 15 a 20 óvulos de boa qualidade, o que nem sempre é possível devido à urgência do início da quimioterapia. Além disso, a taxa de sucesso por óvulo em pacientes com câncer pode variar entre 3% e 9%, segundo a Ovarian Cancer Research Alliance.
Outro equívoco é pensar que “a quimioterapia sempre destrói a fertilidade”. O impacto depende do tipo de quimioterápico, da dose, da idade e da reserva ovariana da paciente. Alguns tratamentos apresentam baixo risco gonadotóxico, enquanto outros, como agentes alquilantes em altas doses, podem causar insuficiência ovariana prematura em até 70% dos casos, especialmente em câncer de mama.
O tempo é um fator crucial. O protocolo tradicional de estimulação ovariana dura de 10 a 14 dias, mas avanços recentes permitem iniciar o procedimento em qualquer fase do ciclo menstrual, por meio do protocolo “random start”. Isso reduz o atraso no início da quimioterapia sem comprometer a qualidade ou quantidade dos óvulos coletados.
Por fim, nem todas as pacientes são candidatas ao congelamento. Cânceres hormônio-sensíveis, como alguns tipos de câncer de mama, exigem cuidados especiais para evitar estimular o crescimento tumoral. A decisão deve ser sempre tomada em conjunto com o oncologista.
O Grupo Huntington oferece atendimento personalizado, com protocolos adaptados à urgência de cada caso e transparência sobre as expectativas reais. “Nosso compromisso não é vender esperança, mas oferecer possibilidades reais com informação de qualidade”, conclui o especialista.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa do Grupo Huntington, trazendo dados atualizados e confiáveis para ajudar mulheres a tomar decisões conscientes sobre a preservação da fertilidade diante do câncer.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



